Economia Raríssimas: Paula Brito e Costa acusa ex-vice-presidente de desvios de dinheiro

Raríssimas: Paula Brito e Costa acusa ex-vice-presidente de desvios de dinheiro

A ex-presidente da associação Raríssimas, Paula Brito e Costa, a ex-vice-presidente da delegação da Maia de ter desviado fundos da associação e praticado irregularidades financeiras no valor de 270 mil euros.
Raríssimas: Paula Brito e Costa acusa ex-vice-presidente de desvios de dinheiro
Paula Brito e Costa, ex-presidente da Raríssimas
Negócios com Lusa 16 de dezembro de 2017 às 09:50

Na entrevista ao programa Sexta às Nove, da RTP, a primeira que concedeu desde que o caso foi denunciado no passado fim-de-semana pela TVI, Paula Brito e Costa acusou a ex-vice-presidente da delegação da Maia de ter desviado fundos da associação e praticado irregularidades financeiras no valor de 270 mil euros.

 

Paula Brito e Costa disse que, mal teve conhecimento da situação, a denunciou ao presidente do conselho fiscal e depois à assembleia-geral, que autorizou uma auditoria da empresa PKF à delegação do norte da associação.

 

A auditoria, que ficou concluída em Maio deste ano, descobriu irregularidades financeiras de mais de 270 mil euros na delegação do norte, que ditaram o afastamento de Joaquina Teixeira da instituição.

 

"Encontrámos muitas coisas. Encontrámos desvios de fundos, fraude fiscal, branqueamento de capitais, provavelmente fuga ao fisco, desvio de dinheiro da Raríssimas", disse Paula e Brito Costa.

 

Segundo o relatório da auditoria, entre 2013 e 2016, Joaquina Teixeira terá desviado cerca de 131 mil euros de bolsas sociais destinadas a crianças carenciadas para o próprio filho e para familiares de colaboradores da região norte.

 

A ex-vice-presidente terá também desviado dinheiro de peditórios no valor de cerca de 57 mil euros.

 

A PFK suspeita que este dinheiro possa ter sido depositado em contas de familiares de Joaquina Teixeira para fazerem donativos à Raríssimas que depois lhes permitiam ter benefícios fiscais em sede de IRC.

 

Contactada pelo Sexta às Nove, Joaquina Teixeira diz-se alvo de uma cilada, mas recusou dar uma entrevista a conselho do seu advogado.

 

O Ministério Público confirmou que está a investigar o caso desde Julho e que o processo está em segredo de Justiça.




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