Conjuntura Reembolsos de IRS impedem nova queda da poupança dos portugueses

Reembolsos de IRS impedem nova queda da poupança dos portugueses

A poupança dos portugueses manteve-se em 5,2% do rendimento, devido ao impacto positivo dos reembolsos de IRS. Afinal, a poupança está num nível mais alto do que se julgava.
Reembolsos de IRS impedem nova queda da poupança dos portugueses
Miguel Baltazar/Negócios
Nuno Aguiar 22 de setembro de 2017 às 14:09

Os dados publicados esta sexta-feira, 22 de Setembro, pelo INE mostram que a taxa de poupança das famílias portuguesas estabilizou no segundo trimestre deste ano em 5,2% do seu rendimento disponível. O mesmo valor do trimestre anterior. Por trás deste resultado está essencialmente o crescimento do rendimento das famílias, em especial devido a uma maior rapidez nos reembolsos de IRS.

 

"O crescimento do rendimento disponível das Famílias resultou principalmente da diminuição em 7,7% dos impostos sobre o rendimento pagos pelas famílias e do aumento de 1,1% das remunerações recebidas, que mais que compensaram a redução dos rendimentos líquidos de propriedade", pode ler-se na publicação do INE. "A redução dos impostos sobre o rendimento pagos pelas famílias traduziu sobretudo o efeito positivo da antecipação de reembolsos do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS)."

 

No entanto, o INE avisa que este efeito positivo do IRS nas poupanças dos portugueses "tenderá a ser compensado no trimestre seguinte". Isto é, depois de ter sido beneficiada, a taxa de poupança será provavelmente penalizada quando forem conhecidos os dados referentes ao período entre Julho e Setembro.

 

De referir que esta taxa de poupança de 5,2% é mais elevada do que os reportes anteriores do INE indiciavam (abaixo de 4%). A incorporação de nova informação de contas nacionais obrigou o instituto a rever todas as séries a partir de 2015. No caso das famílias, a principal alteração chegou nos rendimentos de propriedade que foram afinal mais elevados do que se julgava. Com os dados actualizados, verifica-se que a poupança das famílias não está a renovar mínimos históricos nos últimos trimestres. Esse mínimo foi atingido no terceiro trimestre de 2015.




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