Segurança Social Refeições escolares e aumento de prestações no plano de combate à pobreza infantil do BE

Refeições escolares e aumento de prestações no plano de combate à pobreza infantil do BE

Entre as medidas constam ainda distribuição de anti-parasitários, acesso a dentista e oftalmologista e a actualização do abono e do rendimento social de inserção
Refeições escolares e aumento de prestações no plano de combate à pobreza infantil do BE
Miguel Baltazar
Lusa 29 de maio de 2017 às 12:22
A coordenadora do BE, Catarina Martins, defendeu esta segunda-feira, 29 de Maio, a concretização de uma Estratégia Nacional de Combate à Pobreza Infantil, que passa pela universalização de pequenos-almoços nas escolas, actualização de valores do abono e do rendimento social de inserção.

"Um país que consegue estar melhor é um país que tem de responder a quem está na situação mais vulnerável de todas", defendeu Catarina Martins, em conferência de imprensa na sede nacional do BE em Lisboa, sublinhando que as crianças e os jovens persistem enquanto grupo social em maior risco de pobreza em Portugal, e aquele em que as melhorias demoram mais a fazer-se sentir.

A garantia do acesso ao pré-escolar aos três anos, a entrega de vales às famílias para compra de livros e material escolar - para que não tenham de adiantar a despesa, esperando pela devolução do Estado -, a universalização dos pequenos-almoços nas escolas, refeições durante as férias escolares, distribuição de anti-parasitários, acesso a dentista e oftalmologista nos centros de saúde, actualização do abono de família e do rendimento social de inserção, constituem o núcleo das medidas propostas.

Algumas das medidas estão já previstas pelo Governo mas não estão a ser concretizadas, e para estas o Bloco apresentará na Assembleia da República recomendações ao executivo para a sua concretização, outras passam pela universalização de medidas aplicadas em projectos-piloto ou aos chamados territórios educativos de intervenção prioritária.

A estratégia, a dez anos (2017-2027), é inspirada no compromisso para a erradicação do trabalho infantil, e como este plano, que foi bem-sucedido no passado, deve ter medidas, metas, dados e estatísticas revelados de forma transparente, defendeu Catarina Martins.



A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub