União Europeia Reino Unido deve poder negociar e assinar novos acordos comerciais durante transição

Reino Unido deve poder negociar e assinar novos acordos comerciais durante transição

O governo britânico quer aproveitar o período de transição até à saída do Reino Unido do mercado interno, em 2020, para negociar e assinar novos acordos comerciais, defende o ministro do Brexit, David Davis.  
Reino Unido deve poder negociar e assinar novos acordos comerciais durante transição
Chris Ratcliffe/Bloomberg
Lusa 25 de janeiro de 2018 às 22:53

Embora admita que o Reino Unido terá de respeitar as regras do mercado interno até ao final do chamado "período de implementação", David Davis (na foto) entende que o governo deve começar negociações com países terceiros.

 

"Como um país independente, que já não é um membro da União Europeia, o Reino Unido terá mais uma vez sua própria política comercial. Pela primeira vez em mais de 40 anos, poderemos sair e assinar novos negócios com velhos amigos e novos aliados em todo o mundo", vai dizer em Middlesborough na sexta-feira, segundo excertos de um discurso tornados públicos hoje.

 

O Reino Unido já está a beneficiar das relações próximas com países emergentes na Ásia e nas Américas, como China e Brasil, mercados onde as exportações britânicas cresceram mais entre 2005 e 2014, mas Davis acredita que as vendas poderão aumentar com novos acordos comerciais.

 

O Reino Unido vai sair formalmente da União Europeia a 29 de Março de 2019, na sequência do referendo de 23 de Junho de 2016, no qual 52% dos eleitores votaram a favor do Brexit.

 

No âmbito das discussões com Bruxelas sobre o processo de saída, Londres está a negociar um acordo para um período de transição ou implementação da saída, que deverá prolongar-se por cerca de dois anos, até ao final de 2020, com acesso ao mercado interno e união aduaneira da UE.

 

Na sua decisão de 15 de Dezembro, os 27 líderes europeus admitem manter o acesso ao mercado interno, mas durante o período o Reino Unido terá de aceitar as regras e manter as quatro liberdades, nomeadamente de circulação de pessoas e bens, bem como respeitar a política comercial.

 

Isto implica que não pode aplicar acordos com países terceiros, o que Davis aceita. "Mas participar de uma união aduaneira não deve impedir-nos de negociar formalmente - ou mesmo assinar - acordos comerciais. Embora, obviamente, eles não vão entrar em vigor até o período de implementação ter terminado", vai vincar no seu discurso.




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