União Europeia Reino Unido espera saída da UE "tão suave e ordenada quanto possível"

Reino Unido espera saída da UE "tão suave e ordenada quanto possível"

"É bom que os outros dirigentes se preparem para as negociações, como nós nos preparámos", disse a primeira-ministra britânica à chegada a mais uma cimeira europeia.
Reino Unido espera saída da UE "tão suave e ordenada quanto possível"
Reuters
Lusa 15 de dezembro de 2016 às 11:50
O Reino Unido espera que a sua saída da União Europeia (UE) possa ser "tão suave e ordenada quanto possível", afirmou nesta quinta-feira, 15 de Dezembro, a primeira-ministra britânica, Theresa May, ao chegar a Bruxelas para uma cimeira europeia.

"Nós vamos deixar a UE. Queremos que seja um processo tão suave e ordenado quanto possível. Não é apenas no nosso interesse, é também no do resto da Europa", declarou May.


Os membros da União estarão hoje reunidos a 28, após o que está previsto um jantar a 27, sem May, para debater o método da UE nas futuras negociações com Londres.


"Saúdo o facto dos outros dirigentes se irem reunir para debater o Brexit esta noite, já que vamos invocar o artigo 50 e lançar a negociação até final de Março", disse a chefe do Governo britânico.


"É bom que os outros dirigentes se preparem para as negociações, como nós nos preparámos", adiantou.


Segundo uma fonte europeia, os 27 devem acordar hoje à noite um texto curto defendendo "a abertura o mais rapidamente possível das negociações" com Londres, logo que seja oficialmente iniciado o processo de saída do Reino Unido com a invocação do artigo 50 do Tratado de Lisboa.


O documento deve sublinhar que eles estão "prontos a negociar" logo que recebam a notificação prometida pelo governo conservador de May nos próximos três meses e meio.

O ministro das Finanças britânico, Philip Hammond, defendeu nesta segunda-feira a realização de acordos de transição para facilitar a saída do Reino Unido da União Europeia e evitar "perturbações", incluindo no sistema financeiro.

"Ter um período mais longo para gerir o ajustamento entre onde estamos agora, ou seja, um membro de pleno direito da União Europeia, e onde estaremos no futuro depois das negociações, seria de útil em geral", afirmou o ministro, durante uma audiência com o Comité do Tesouro do parlamento do Reino Unido.

Assim, referiu o governante, haveria uma "transição mais suave e envolveria menos riscos de perturbações, incluindo para a estabilidade financeira, que é uma preocupação real".

Depois de concluído o acordo de "divórcio", é "difícil de imaginar um período de transição", avisou na semana passada Michel Barnier, o líder da equipa da Comissão Europeia que negoceia o 'Brexit'. 



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