Banca & Finanças Relator do inquérito à Caixa rejeita ter violado dever de sigilo

Relator do inquérito à Caixa rejeita ter violado dever de sigilo

O relator da segunda comissão de inquérito sobre a Caixa, o deputado socialista Luís Testa, recusou hoje ter violado o dever de sigilo na sequência da divulgação pela Comunicação Social de conclusões preliminares do relatório.
Relator do inquérito à Caixa rejeita ter violado dever de sigilo
Miguel Baltazar
Lusa 10 de outubro de 2017 às 22:46
Esta posição foi transmitida através de carta, à qual a agência Lusa teve acesso, depois de o presidente desta comissão de inquérito sobre a Caixa Geral de Depósitos (CGD), o social-democrata José Pedro Aguiar-Branco, ter acusado o socialista Luís Testa de ter violado o dever de sigilo e de desprestigiar a imagem do parlamento, ao estar, supostamente, envolvido na divulgação de notícias sobre as conclusões preliminares da comissão.

No entanto, o deputado do PS, eleito pelo círculo de Portalegre, respondeu ao ex-ministro social-democrata, dizendo também ter sido apanhado de surpresa pela divulgação de notícias.

"A surpresa manifestada por V.Exa não se distância da minha, uma vez que nunca fiz qualquer declaração à imprensa sobre a proposta que lhe enviei e, muito menos, a transmiti, nem ninguém sob minha orientação o fez, a qualquer órgão de comunicação social, como tenho a certeza de que ninguém com quem tenha falado sobre a proposta de relatório o tenha feito", defende-se Luís Testa.

Luís Testa refere ainda que não pode asseverar que "trechos evidenciados pela comunicação Social correspondam, em parte, ou na sua totalidade, à peça que lhe enviei".

"Em momento algum falei, opinei, ou comentei o quer que seja, com quem não faça parte desta comissão. Resta dizer que as publicações a que se refere não são as conclusões do relatório, nem sequer podem ser tidas como as formuladas na proposta de relatório da qual sou o autor", sustenta ainda o deputado do PS.

Na carta, Luís Testa reforça que não pode ser associado a si qualquer desprestígio do parlamento enquanto instituição.

"Quanto ao mais, também repudio", acrescenta Luís Testa, numa alusão às recentes notícias publicadas sobre a comissão de inquérito.



A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub
pub
pub
pub