Relvas: Já não era administrador na Finertec quando empresa assinou acordo com Ongoing
30 Maio 2012, 20:24 por Jornal de Negócios Online | negocios@negocios.pt
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"Tenho direito ao meu bom nome", disse o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares.
Miguel Relvas disse hoje, na Comissão de Assuntos Constitucionais, que nunca apresentou o ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), Jorge Silva Carvalho, a ninguém, nem celebrou qualquer contrato com o antigo chefe das Secretas.

Sobre o encontro de Março do ano passado entre a Finertec, onde era administrador, e a Ongoing, representada na altura por Silva Carvalho e outros membros, o ministro diz ter estado presente na qualidade de administrador de uma empresa onde trabalhava e que saiu da Finertec a 5 de Maio, antes de a campanha eleitoral ter início.

“Não tive um encontro com Silva Carvalho, foi um encontro entre a Ongoing e a Finertec”, declarou o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, salientando que se tratou de uma reunião de trabalho, no âmbito da sua vida empresarial, onde estiveram presentes variadíssimas pessoas.

O ministro respondia, assim, ao PS, que o questionou sobre o facto de não ter referido – na anterior comissão onde foi ouvido, a 15 de Maio – a sua participação numa reunião entre a Ongoing e a Finertec.

Relativamente ao acordo celebrado entre as duas empresas, “quando foi assinado o acordo, eu já não era membro da Finertec”, disse Relvas, sublinhando que nunca desenvolveu uma conversação de cariz contratual com Silva Carvalho. “Não tenho nada a ver com este processo, não o acompanhei, e esta é a realidade”. Além disso, declarou não saber o desenvolvimento desse acordo, “pois há protocolos que não dão algo de concreto”.

“Desde que sou membro do governo, não tive nenhum contacto. Não recebi emails nenhuns”, afiançou. “Se alguém tivesse sido nomeado nessas circunstâncias, os deputados tinham direito a essa suspeição. Não tendo havido isso, tenho direito ao meu bom nome”.

Quanto à existência de relatórios – nomeadamente sobre Ricardo Costa, Pinto Balsemão e Finertec – Relvas disse nunca ter ouvido falar deles. “Eu soube pela imprensa que havia relatórios”, afirmou. “Indigno-me que estivessem a ser feitos relatórios sobre uma empresa que cumpria a lei, que gerava riqueza neste País”, disse, referindo-se à Finertec.

A audição teve início às 17h30 e terminou às 20h24. A questão da alegada pressão sobre a jornalista do "Público" não foi abordada.

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