Américas Republicanos acreditam que têm votos suficientes para aprovar reforma fiscal no Senado

Republicanos acreditam que têm votos suficientes para aprovar reforma fiscal no Senado

As próximas horas devem ser decisivas para viabilizar a proposta de reforma fiscal no Senado norte-americana. Do lado dos republicanos, a convicção é de que estão reunidos os votos suficientes para aprovar a medida.
Republicanos acreditam que têm votos suficientes para aprovar reforma fiscal no Senado
Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes 01 de dezembro de 2017 às 18:31
Depois do adiamento, por um dia, da votação da reforma fiscal no Senado norte-americano, os republicanos - grupo no qual surgiram as dúvidas sobre o impacto da medida no défice que travaram ontem a apreciação - acreditam que têm os votos suficientes para viabilizar a proposta ainda esta sexta-feira, 1 de Dezembro.

"Temos os votos", declarou aos jornalistas o líder republicano no Senado, Mitch McConnell, no final de uma reunião com os senadores, prometendo um desfecho até ao final do dia. Nas últimas horas, pelo menos cinco senadores republicanos anunciaram o seu apoio, o que nas contas de McConnel deverá ser suficiente para atingir a maioria de 50 votos necessária para a viabilização.

Com os 48 senadores democratas a oporem-se em bloco à proposta, a esperança do partido republicano é conseguir assim reunir pelo menos 50 dos seus 52 membros em torno da medida. Em caso de empate, o vice-presidente Mike Pence poderá decidir a votação.

Caso seja aprovada a proposta, está aberto caminho para a maior mexida nas regras fiscais norte-americanas desde os anos 80 e igualmente para a primeira grande vitória da administração Trump, que fez desta reforma uma das suas principais promessas de campanha no ano passado.

Esta quinta-feira as discussões ficaram num impasse, depois de um senador - Bob Corker - ter proposto um mecanismo que desencadearia aumentos de impostos nos próximos anos caso a reforma fiscal não dinamizasse a economia como previsto e, por essa via, impedisse a geração de receitas que cobrissem os cortes de impostos estabelecidos na proposta. Uma proposta recusada por motivos processuais.

Se aprovada esta sexta-feira - a discussão do pacote fiscal retomou a meio da tarde e ainda está a decorrer - a reforma desenhada pelo Senado deverá ser consensualizada com uma outra já aprovada pela Câmara dos Representantes, para ser idealmente assinada até ao final do ano por Donald Trump. Está ainda por definir quando é que as medidas ali previstas entrarão em vigor.



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