Américas Republicanos não conseguem revogar Obamacare

Republicanos não conseguem revogar Obamacare

A votação no Senado, marcada pela oposição do republicano John McCain, recentemente diagnosticado com cancro cerebral, representa mas um forte revés para Trump.
Republicanos não conseguem revogar Obamacare
Bloomberg
Negócios com Lusa 28 de julho de 2017 às 08:44

A mais recente tentativa da liderança republicana no Senado dos Estados Unidos para cumprir a promessa do Presidente Donald Trump de revogar o Obamacare, a reforma de saúde de Barack Obama, fracassou hoje com votos contra de três senadores conservadores.

 

Um deles foi John McCain, recentemente diagnosticado com cancro cerebral, que se juntou a duas senadoras republicanas, Susan Collins e Lisa Murkowski, e a todos os democratas para chumbar a proposta, apelidada de "skinny bill" ("lei fininha") e que recebeu 51 votos contra e 49 a favor. Bastava mais um voto favorável e a lei teria sido aprovada.

 

Horas antes da votação, que começou pouco depois da 01:00 de hoje (06:00 em Lisboa), Trump encorajou, no Twitter, os republicanos a fazerem avançar o projecto após "sete anos de espera". 

 

A revogação e substituição do Obamacare, a reforma de saúde implementadas pelo então Presidente Barack Obama em 2010, tornou-se uma das principais promessas eleitorais de Trump.

 

Após o novo fracasso da votação, o líder dos republicanos no Senado, Mitch McConnell, admitiu a sua desilusão e disse que este é o momento de "seguir em frente". "Lamento que os nossos esforços não tenham sido suficientes desta vez", acrescentou.

 

Não se sabe se McConnell vai tentar submeter outra proposta a voto antes das férias do Senado, já que, antes do chumbo de hoje, já tinham fracassado outros dois projectos desde que o debate foi aberto na Câmara Alta, na terça-feira.

 

Donald Trump também já reagiu, lamentando no twitter que três republicanos e 48 democratas tenham decepcionado os americanos. 

 




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comentários mais recentes
Macedo 28.07.2017

A maioria decepcionou o povo. Bandidos! Este Trump... Como dizia o António Silva 'ele burro, burro, não é, mas...'

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