Política Monetária Reserva Federal dos EUA volta a subir as taxas de juro

Reserva Federal dos EUA volta a subir as taxas de juro

A autoridade monetária liderada por Janet Yellen subiu o intervalo da taxa dos fundos federais em 25 pontos base para entre 1% e 1,25%, o terceiro aumento desde Dezembro. E deu detalhes sobre os passos para a redução do balanço.
Reserva Federal dos EUA volta a subir as taxas de juro
Andrew Harrer/Bloomberg
Rui Barroso 14 de junho de 2017 às 19:01

O mercado atribuía uma probabilidade superior a 95% para que a Reserva Federal dos EUA aumentasse a taxa de juro na reunião desta quarta-feira, 14 de Junho. E não houve surpresas. A autoridade monetária liderada por Janet Yellen cumpriu com o guião e anunciou uma subida de 25 pontos base da taxa dos fundos para entre 1% e 1,25%.

 

"Tendo em vista as condições realizadas e esperadas no mercado de trabalho e na inflação, o Comité decidiu aumentar o intervalo da taxa dos fundos federais para entre 1% e 1,25%", referia o comunicado do Comité Federal do Mercado Aberto (FOMC). E acrescenta que "a abordagem da política monetária permanece acomodatícia, apoiando assim um fortalecimento adicional das condições do mercado de trabalho e um regresso sustentado a uma inflação de 2%".

Na reunião dos últimos dois dias os membros do FOMC actualizaram as projecções para a economia americana e para a evolução futura dos juros. E, a mairoia dos participantes, mantém a perspectiva que até final do ano exista mais um aumento dos juros este ano. Para 2018 a projecção, que não é vinculativa, é de três subidas.

Apesar de a taxa de juro ser o principal instrumento de política monetária da Fed, o mercado já tinha dado esta subida como garantida. E os analistas apontavam o foco sobre as indicações que a Fed desse em relação ao fim da política de reinvestimento de activos e consequente redução do balanço do banco central.

 

O mapa para a redução do balanço

A entidade liderada por Janet Yellen referiu que o "Comité espera actualmente começar a implementar o programa de normalização do balanço este ano, desde que a economia evolua genericamente como o antecipado. Este programa (...) irá reduzir gradualmente os instrumentos financeiros detidos pela Reserva Federal diminuindo o reinvestimento dos reembolsos desses instrumentos".

 

Além do comunicado sobre a decisão das taxas de juro, o FOMC emitiu uma outra nota a explicitar as linhas orientadoras para a redução do reinvestimento de activos que foram adquiridos nos antigos programas de compras. E revela ao mercado que pretende começar a introduzir um limite ao montante a reinvestir (de 6.000 milhões de dólares por mês em títulos do Tesouro e de 4.000 milhões de dólares por mês em títulos hipotecários).

 

Esses limites irão sendo aumentados trimestralmente até um máximo de 30.000 milhões de dólares em obrigações do tesouro americanas e de 20.000 milhões de dólares em títulos hipotecários. 

Apesar de a Fed considerar que a economia americana está preparada para que o banco central comece a retirar liquidez do sistema, adopta um tom cauteloso. "O Comité afirma que a alteração do intervalo da taxa dos fundos federais é o primeiro meio para ajustar a abordagem de política monetária. No entanto, o Comité está preparado para retomar o reinvestimento dos instrumentos financeiros detidos pela Reserva Federal se uma deterioração material da perspectiva para a economia necessitar de uma redução considerável do intervalo da taxa dos fundos federais".

E vai ainda mais longe, garantindo que o "Comité estará preparado para utilizar todo o seu leque de ferramentas, incluindo a alteração da dimensão e da composição do seu balanço, se as condições económicas futuras necessitarem de uma política monetária mais acomodatícia que possa ser alcançada apelas pela redução da taxa dos fundos federais". 


(Notícia actualizada às 19:38 com gráficos e mais informação)




A sua opinião4
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
NT 15.06.2017

Como é possível uma velha podre ter este peso de decisões, a mulher já devia estar num lar

Jota 14.06.2017

Aumentar os juros nem sempre é bom para os bancos, apesar de muita gente achar que sim. É um bocado mais complicado.

https://seekingalpha.com/article/4051892-rising-interest-rates-really-good-banks?

Conselheiro de Trump 14.06.2017

Deve fazer doer ao fina-flor draghi desligar a maquina ha Italia.

Criador de Touros 14.06.2017

Aconteceu o esperado e aumenta a pressão sobre o BCE para que comece a fazer o mesmo. O que é bom. Principalmente para a banca.

pub
pub
pub
pub