Política Monetária Reserva Federal espera reduzir balanço "em breve"

Reserva Federal espera reduzir balanço "em breve"

Depois de ter sinalizado na última reunião a intenção de "desmontar" o programa de estímulos, a Fed começa a concretizar temporalmente o processo. Mas continua a não haver datas concretas. Os juros mantêm-se no mesmo intervalo.
Reserva Federal espera reduzir balanço "em breve"
Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes 26 de julho de 2017 às 19:05

A autoridade monetária norte-americana manteve os juros no final da reunião de dois dias terminada esta quarta-feira, 26 de Julho, e anunciou que, num período "relativamente breve" - o que aponta para uma das próximas reuniões -, iniciará a normalização do seu balanço.

"O Comité espera começar a implementar o programa de normalização do seu balanço [num período] relativamente breve, desde que a economia evolua em linha com o antecipado," refere a nota emitida no final do encontro da instituição liderada por Janet Yellen (na foto).

Em causa está a reversão do seu programa de compra de activos, biliões de dólares investidos na compra de dívida soberana e de créditos hipotecários cujos juros têm sido reinvestidos e usados no "rollover" quando atingem a maturidade. Um "bolo" que ascende a cerca de 4,5 biliões de dólares.

As actas da última reunião do comité de política monetária já tinham dado sinais da intenção de redução do balanço, mas sem apontar datas. "Vários membros preferiam anunciar o início do processo dentro de um par de meses [havendo quem aponte Setembro como o mês ideal]. Outros enfatizaram que seria melhor adiar essa decisão para finais do ano, já que isso permitiria dispor de mais tempo para avaliar o panorama da actividade económica e da inflação", revelava na altura o documento.

No comunicado desta quarta-feira, a Fed manteve como se esperava o intervalo dos juros da taxa directora entre 1% e 1,25% - que tinha sido elevado na reunião de 14 de Junho -, e disse aguardar uma evolução económica "moderada" bem como um reforço das condições do mercado de trabalho na maior economia do mundo, tal como vem acontecendo nos últimos meses. 

Neste capítulo, a Reserva destaca o crescimento sólido do emprego, a trajectória de descida do desemprego, o aumento dos gastos de consumo e do investimento empresarial, embora o crescimento dos preços continue abaixo dos 2%, e em desaceleração mesmo excluindo as componentes mais voláteis, como a alimentação e a energia.

"A inflação anualizada deverá manter-se abaixo dos 2% no curto prazo, mas estabilizar em torno do objectivo de 2% a médio prazo," acrescenta o documento.

Os mercados accionistas reagiram com um ligeiro reforço dos ganhos que vinham experimentando desde o início da sessão em Nova Iorque. O Dow Jones ganha 0,46% para 21,711,80 pontos, enquanto o Nasdaq soma 0,15% para 6.421,96 pontos. O S&P 500 está na linha de água, com apreciação de 0,09% para 2.479,32 pontos.

(Notícia actualizada às 19:25 com mais informação)




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