Ajuda Externa Resgate da troika “não é para a economia portuguesa, é para o Estado”

Resgate da troika “não é para a economia portuguesa, é para o Estado”

Passos Coelho afirma que é importante voltar aos mercados porque só assim é possível financiar a economia portuguesa. Os 78 mil milhões de euros servirão apenas para financiar o Estado, pagar salários e pensões, justifica.
Resgate da troika “não é para a economia portuguesa, é para o Estado”
Bruno Simões 01 de Fevereiro de 2013 às 12:00

O primeiro-ministro respondia a uma interpelação do líder do PCP, Jerónimo de Sousa, que criticava a banca e o apoio que o Governo tem atribuído aos bancos. Passos Coelho rejeitou as críticas. “Quando Portugal solicitou 78 mil milhões de euros para a sua economia, para o Estado e para os portugueses, desses 78 mil milhões, 12 mil milhões ficaram destinados à estabilização do sistema financeiro. Tivemos até hoje canalizados 5 mil milhões de euros. Como consegue dizer com seriedade que estamos a favorecer a banca quando injectámos na banca 5 mil milhões em 78 mil? Como quer distorcer as coisas?”, criticou Passos Coelho.

 

“Os 78 mil milhões que o estado pediu emprestado para estes três anos não são para a economia, são para o Estado. Sabe para quê? Para pagar os salários, as pensões, para pagar o défice, é para o Estado”, assegurou Passos Coelho”. O primeiro-ministro justificou assim a incapacidade do Estado de financiar a economia. “O financiamento à economia não é o Estado que dá, nem a troika, são justamente os investidores financeiros. Por isso é tão importante aceder a financiamento em mercado”, sustentou.

 

A situação da banca também preocupa Passos Coelho. “Os bancos portugueses têm hoje, infelizmente, níveis de rendibilidade bastante baixa e esse é um desafio importante que eles próprios devem enfrentar, porque não é o Estado que vai resolver o problema da rendibilidade da banca”, garantiu Passos Coelho. Contudo, “interessa ao Estado que existam instituições bancárias com solidez”, porque “onde existe o mal da banca devem os portugueses ficar preocupados com as suas poupanças”.




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mais votado Carlos Gomes 01.02.2013

Totalmente verdade. Apenas faltou dizer que foi para financiar o ESTADO DESPESISTA. Claro que é necessário cortar as gorduras do estado. E são muitas! E claro que hoje o estado presta um conjunto de serviços públicos acima das reais capacidade do país, por ter embarcado no discurso político demagógico da convergência europeia. E claro que o estado de hoje tem que pagar os roubos de igreja (ao erário publico), praticados pelos governos anteriores.

comentários mais recentes
asCeta0650o5 Há 20 horas

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alfredo 07.02.2013

Passos Coelho? Fodasse !!!

Anónimo 04.02.2013

E para a banca foram reservados 12 000 000 de euros dos 78 000 000. Já agora para falar a verdade toda. Estado não é banca, pois não ? Ou é?

gatunos 02.02.2013

Mas que raio de país é este que tem um Estado que assassina a economia as empresas e poe o povo no desemprego para alimentar os bancos ??? Que raio de país é este em que foram os politicos com a ajuda dos bancos puseram o Estado na bancarrota e agora para os bancos gatunos não entrarem em bancarrota poem o povo a pagar a bancarrota do estado e a quase bancarrota dos bancos. Que raio de país é este que assassinou a sua moeda com mais de 800 anos de vida ???? Que raio de país é este que assassina a sua moeda assassinou as fronteiras assassinou a suas industrias asssassinou as pescas assassinou a agricultura. PORTUGAL TRANSFORMOU-SE NUM PAÍS DE GATUNOS E TRAIFORES QUE ASSASSINARAM O LEGADO DE UM PAIS SOBERANO E INDEPENDENTE DEIXADO PELOS NOSSOS ANTEPASSADOS.

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