Mundo Riade espera arrecadar 13 mil milhões até ao final do ano com operação anticorrupção

Riade espera arrecadar 13 mil milhões até ao final do ano com operação anticorrupção

No total, os acordos fechados entre as autoridades e os suspeitos poderão render mais de 100 mil milhões de dólares ao governo de Riade.
Riade espera arrecadar 13 mil milhões até ao final do ano com operação anticorrupção
Reuters
Rita Faria 11 de fevereiro de 2018 às 15:48

As autoridades da Arábia Saudita esperam arrecadar 13,3 mil milhões de dólares (cerca de 10,9 mil milhões de euros) até ao final deste ano com os acordos financeiros fechados com os suspeitos que foram detidos na operação anticorrupção iniciada em Novembro, avança o Financial Times.

Segundo a mesma publicação, que cita fontes oficiais, parte do dinheiro já foi transferido para o governo, e mais acordos estão a ser finalizados.

Os acordos, que permitiram a libertação de todos os detidos no hotel Ritz-Carlton, de Riade, no final de Janeiro, envolvem o pagamento às autoridades de dinheiro, activos imobiliários e bens empresariais.

"Até ao final do ano, terão sido pagos 13,3 mil milhões de dólares", disse fonte oficial.  

A operação anticorrupção, levada a cabo por um comité liderado pelo príncipe herdeiro, Mohamed bin Salman, está agora praticamente encerrada, com a maioria dos suspeitos – entre os quais príncipes, ministros e empresários – já em liberdade. Uma das figuras mais conhecidas envolvida na operação, o príncipe saudita Alwaleed bin Talal, foi libertada no passado dia 27 de Janeiro, quase três meses depois de ter sido detido.

O luxuoso hotel de Riade reabriu este domingo, depois de ter sido transformado num centro de detenção em Novembro.

De acordo com o FT, o procurador-geral afirmou que o governo acabará por arrecadar mais de 100 mil milhões de dólares com esta operação, quando todos os activos entregues às autoridades forem liquidados. Riade pretende usar esse dinheiro para ajudar a conter o seu défice orçamental, que deverá atingir 52 mil milhões de dólares este ano, depois de a economia fortemente dependente do petróleo ter sido penalizada pelos preços baixos da matéria-prima.

 




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
pub