Política Rio mantém líder parlamentar do PSD até ao Congresso

Rio mantém líder parlamentar do PSD até ao Congresso

O presidente eleito do PSD encontrou-se com Hugo Soares no Porto. O líder da bancada laranja manterá o protagonismo até meados de Fevereiro e só depois será feita "a necessária análise política da questão".
Rio mantém líder parlamentar do PSD até ao Congresso
Pedro Catarino (CM)
António Larguesa 22 de janeiro de 2018 às 16:26

Rui Rio considera que a actual direcção da bancada parlamentar do PSD, protagonizada por Hugo Soares (na foto), deve manter-se "na plenitude das suas funções até ao próximo Congresso Nacional". Só depois da reunião magna do partido, agendada para 16, 17 e 18 de Fevereiro, em Lisboa, é que irá fazer "a necessária análise política da questão".

 

Esta decisão, comunicada à imprensa numa breve nota com três parágrafos, é explicada pelo facto de, até meados do próximo mês, "o líder do partido [ser], por direito próprio, Pedro Passos Coelho" e também com o argumento de manter a capacidade de intervenção do partido no Parlamento.

 

"O presidente eleito do PSD transmitiu ao líder da bancada parlamentar que é da sua vontade garantir a estabilidade e a capacidade de intervenção do Grupo Parlamentar, desejando, por isso, que se consiga evitar qualquer foco de agitação, decorrente do período de transição de liderança que se está a viver", lê-se na nota divulgada esta segunda-feira, 22 de Janeiro.

 

Foi no Porto que aconteceu a reunião entre Hugo Soares e Rui Rio, que o líder eleito dizia há dias acreditar que iria decorrer "com frontalidade, sem hipocrisia e com sinceridade de parte a parte". E, segundo a mesma fonte, o líder parlamentar, que apoiou Santana Lopes nas eleições directas, "mostrou-se concordante com estes objectivos, assumindo ser também essa a sua leitura, no quadro da presente situação política do partido".

 

A pressão para que Hugo Soares abandonasse a liderança parlamentar, cargo para que foi escolhido em Julho de 2017, começou logo no dia seguinte à vitória de Rio contra Pedro Santana Lopes. Luís Marques Mendes, José Eduardo Martins, Álvaro Amaro e Manuela Ferreira Leite foram algumas das figuras social-democratas que defenderam que o deputado, eleito pelo círculo eleitoral de Braga, devia colocar o lugar à disposição.




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