Rio+20: Evo Morales diz que economia verde é neocolonialista
21 Junho 2012, 17:26 por Jornal de Negócios Online | negocios@negocios.pt
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Evo Morales, presidente da Bolívia, que falou, na Cimeira Rio+20, durante 14 minutos, optou por falar da nacionalização dos recursos naturais, dizendo que é um exemplo que deve ser seguido. E disse que a economia verde é uma nova forma de colonialismo
Evo Morales, presidente da Bolívia, foi à Cimeira Rio+20 explicar a "nacionalização dos recursos naturais". A Bolívia, no dia 1 de Maio último, expropriou a empresa espanhola REE da sua participação na empresa de transporte de energia boliviana. E Evo Morales aproveitou a sua ida ao Rio de Janeiro para explicar que "a nacionalização dos recursos naturais deveria servir de exemplo". Até porque, segundo acredita, a nacionalização das empresas de recursos naturais serve para combater a pobreza, acrescenta a "Veja".

E, segundo a "Folha de S. Paulo", o president da Bolívia aconselhou os países a estatizarem os seus recursos naturais e serviços fundamentais prestados aos cidadãos. "Os serviços básicos jamais podem ser privatizados. É obrigação do Estado", disse Evo Morales.

Para o presidente boliviano, a economia verde, que está a ser debatida no Rio de Janeiro, é "uma nova forma de colonialismo", que serve para manter o domínio dos países ricos, citam os jornais brasileiros.

"Querem criar mecanismos de investimento para monetizar e subjugar os nossos recursos. As instituições são submissas e acabamos abrindo mão de nossas riquezas, como vem acontecendo há muitos anos", afirmou, citado pela "Veja".

Segundo a "Veja", Evo Morales aproveitou para citar o discurso de Fidel Castro no Rio 92, que na altura disse: "Vamos acabar com a fome e não com o homem. Paguemos a dívida ecológica e não a dívida externa", disse.
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