Impostos Rocha Andrade: "Baixar o IRS em 600 milhões de euros implica cortes na despesa"  

Rocha Andrade: "Baixar o IRS em 600 milhões de euros implica cortes na despesa"  

Não há descidas de impostos grátis. Se PCP e Bloco de Esquerda apresentarem propostas para o IRS que vão além dos 200 milhões de euros que o Governo tem guardados, isso "vai ter consequências noutras áreas do orçamento nomeadamente na despesa".  
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O Governo quer continuar a aliviar o IRS das famílias no próximo ano, em particular a quem está nos patamares médios e baixos. O objectivo pode ser conseguido de várias formas, desde mexer nas deduções à colecta até ajustar os escalões de IRS. Uma coisa contudo não varia: o Governo só está disposto a abrir mão de 200 milhões de euros, pelo menos de forma directa.

 

Em entrevista ao Negócios e à Antena 1, Fernando Rocha Andrade, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais secunda o que tem sido dito pelo seu ministro das Finanças. Não há mais folga. O Governo admite ir mais longe do que os 200 milhões de euros, mas, nesse caso, os parceiros têm de aceitar sacrificar outras áreas que permitam recuperar tudo quanto exceda este patamar. Nomeadamente aceitar menos despesa noutros sectores.

 

Em defesa da cautela orçamental, o governante lembra que o IRS já tem vindo a descer. Mais concretamente, de que o Governo tomou posse, em 1,3 mil milhões de euros, via sobretaxa e outras medidas.

A entrevista da íntegra pode ser lida este domingo no site do Negócios e amanhã na edição impressa. E ouvida amanhã na Antena1. 

 




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mais votado Anónimo 04.06.2017

Não há mais dinheiro desviado da Autoridade Tributária do que aquele que o funcionamento da própria Autoridade Tributária nos moldes anacrónicos e obsoletos em que ela existe desvia num mundo pseudo-desenvolvido capturado pelo excedentarismo sindicalizado de carreira, a corrupção, o eleitoralismo irresponsável e demais despesismo iníquo e insustentável.

comentários mais recentes
Anónimo 04.06.2017

O Jornal de Negócios que elabore sobre as reformas viradas para as reais condições de mercado que se fazem nas regiões mais desenvolvidas do mundo de modo a esclarecer a importância das mesmas para a prosperidade e o bem-estar das suas populações:
"IRS will cut 7,000 jobs because the majority of people are filing their tax returns online" http://www.dailymail.co.uk/news/article-3811646/IRS-cutting-7-000-jobs-vast-majority-people-file-tax-returns-online-meaning-fewer-people-needed-process-paper-forms.html
"Inland Revenue to cut 1500 jobs between 2018 and 2021" www.stuff.co.nz/business/industries/78231571/inland-revenue-to-cut-1500-jobs-between-2018-and-2021
"Australian Taxation Office axes 4400 jobs in 19 months" (April 9, 2015 http://www.canberratimes.com.au/national/public-service/australian-taxation-office-axes-4400-jobs-in-19-months-20150409-1mhhgq.html)

Anónimo 04.06.2017

O Jornal de Negócios que elabore sobre as reformas viradas para as reais condições de mercado que se fazem nas regiões mais desenvolvidas do mundo de modo a esclarecer a importância das mesmas para a prosperidade e o bem-estar das suas populações:
"IRS will cut 7,000 jobs because the majority of people are filing their tax returns online" http://www.dailymail.co.uk/news/article-3811646/IRS-cutting-7-000-jobs-vast-majority-people-file-tax-returns-online-meaning-fewer-people-needed-process-paper-forms.html
"Inland Revenue to cut 1500 jobs between 2018 and 2021" www.stuff.co.nz/business/industries/78231571/inland-revenue-to-cut-1500-jobs-between-2018-and-2021
"Australian Taxation Office axes 4400 jobs in 19 months" (April 9, 2015 http://www.canberratimes.com.au/national/public-service/australian-taxation-office-axes-4400-jobs-in-19-months-20150409-1mhhgq.html)

Anónimo 04.06.2017

Um pequeno exemplo concreto. Num par de anos, no mandato final do Governo Obama, o IRS dos EUA reduziu o número de colaboradores em 14 mil elementos assalariados. Na Nova Zelândia, país muito mais pequeno e menos populoso, estão a despedir 2000 funcionários tributários - quase metade dos colaboradores do fisco local, o IRD, e a automatizar num processo que denominaram de Business Transformation. O Reino Unido está a reduzir efectivos, a automatizar e a eliminar espaços físicos da sua máquina fiscal em todo o território. A Austrália está a fazer outsourcing de serviços do fisco junto de países estrangeiros low-cost como as Filipinas, de modo a automatizar profundamente todo o sistema e depois despedir localmente os recém criados excedentários que se tornarão totalmente desnecessários. Portugal, mais tarde ou mais cedo, ficando seguramente ainda mais pobre e atrasado no primeiro caso, ou potencialmente mais rico e desenvolvido no segundo, terá de fazer o mesmo.

Anónimo 04.06.2017

A melhor maneira de poupar sem perder qualidade do serviço, é investindo em capital com elevada incorporação de tecnologia que poupe em factor trabalho e eleve a produtividade para outro patamar. Os nórdicos sabem disso, os britânicos sabem disso, os norte-americanos sabem disso, os australianos e neozelandeses sabem disso. Em Portugal isso é impossível porque a legislação afirma que não se pode despedir excedentários. Paga Zé.

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