Rendas Roseta admite que “quem tem dois dedos de testa” não arrenda, põe no alojamento local”

Roseta admite que “quem tem dois dedos de testa” não arrenda, põe no alojamento local”

A deputada eleita pelo PS, diz esta sexta-feira, 12 de Maio, em entrevista ao jornal “i”, que não há incentivos para os senhorios porem os seus imóveis no arrendamento clássico. E que falta regulamentação e uma lei de bases para a habitação.
Roseta admite que “quem tem dois dedos de testa” não arrenda, põe no alojamento local”
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 12 de maio de 2017 às 10:16

"Ninguém com dois dedos de testa vai pôr uma casa em arrendamento quando a pode pôr numa dessas plataformas que fazem alojamento local sem ter chatices nenhumas e com receita garantida. Isto está totalmente pervertido." As palavras são de Helena Roseta, deputada independente eleita nas listas do PS, que coordena no Parlamento o grupo de trabalho para as questões da habitação. Numa entrevista ao jornal "i", publicada esta sexta-feira, 12 de Maio, roseta passa em revista os principais problemas do mercado do arrendamento e defende é preciso regular , entre outras coisas, os licenciamentos dos alojamentos locais para turistas.

 

A deputada defende que "o mercado de habitação está explosivo" e que o país presida de um "enquadramento a nível nacional" e que "o enquadramento fiscal tem de ser visto com mais cuidado". Também as questões do licenciamento devem ser revistas, diferenciando o que é alojamento local e o que se destina a habitação permanente. Essa será, salienta, uma forma de resolver as contendas que têm vindo a ser dirimidas de forma contraditória em diferentes tribunais sobre se o alojamento local é uma actividade económica e assim deve ser tratado nomeadamente ao nível dos condomínios. 

 

Enquadramento fiscal é, também o que Roseta que defende para os senhorios que tenham em mãos rendas antigas que não possam actualizar livremente – o subsídio que chegou a defender para estes casos acabou por ser bloqueado e não passou no Parlamento.

 

Helena Roseta adianta que tem em preparação uma proposta de Lei de Bases para a habitação. E lamenta que não exista um secretário de Estado que tenha apenas esta pasta – o pelouro está no Ministério do Ambiente que, diz, "há muito pouca sensibilidade" para estas matérias, até porque andam "muito assoberbados" com as questões de ambiente.

 


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Anónimo Há 3 dias

Tenho a impressão que só os comentários que favoreçam o alojamento local é que sobrevive, todos os outros desaparecem. Façam ou transformem prédios exclusivamente para turismo local ou para qualquer outra função. Não podem é querer transformar os locais de habitação ao sabor dos interesses de cada um. Vendam as casas que tenham para alugar e comprem nestes edifícios que tem essa finalidade. Não podem é querer transformar todas as casas das cidades em hospedarias. Cuidado maioria dos Portugueses, não vão na conversa desta claque que só pensa nos seus interesses e estão-se marimbando para os outros. Embora estejamos num momento de grande euforia, com tudo a correr às mil maravilhas, não entrem nesta decisão de abandalhamento das famílias Portuguesas. A esmagadora maioria das famílias querem paz e sossego e não bandalheira. NÃO AO ALOJAMENTO LOCAL NAS CASAS PARA HABITAÇÂO ou em ultimo caso COM CONSENTIMENTO DA MAIORIA DOS CONDÒMINOS.

Anónimo Há 4 dias

Muito gostam os políticos portugas de opinar sobre o que as pessoas querem ou deixam de querer... em 1974 andavam todos excitados com a Liberdade e pela Liberdade tudo atropelaram, agora só os vejo querer condicionar a liberdade das pessoas com as suas ideologias saloias. Só criam miséria, burros.

Anónimo Há 5 dias

Estes politicos sap um bando de invejosos. Qd nao sao eles a mamar querem tudo fechado. Conheco muitas boas familias que se nao fosse o tal alojamento local tinham morrido a fome ma crise. Se pagam ou nao imposto nao importa, pelo menos tem comida na mesa e roupa para as criancas

Anónimo Há 1 semana

Porque não houve estes questionamentos todos enquanto a cidade de Lisboa se decompunha? Aí de repente um lugar que os portugueses não queriam nem ouvir falar virou objeto de discordia! A revitalização traz novos empregos e arrecadação de impostos, dinheiro para a cidade para ser gasto com melhorias

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