Economia Rui Moreira escolheu a sustentabilidade como pilar do seu programa

Rui Moreira escolheu a sustentabilidade como pilar do seu programa

O actual presidente da Câmara do Porto, o independente Rui Moreira, apresentou hoje a sua recandidatura à autarquia, apontando "a sustentabilidade" como "o próximo pilar a desenvolver e cumprir no mandato que se avizinha", caso seja eleito.
Rui Moreira escolheu a sustentabilidade como pilar do seu programa
O independente Rui Moreira, actual presidente da Câmara do Porto, apresentou este sábado a sua recandidatura à autarquia.
Correio da Manhã
Lusa 01 de julho de 2017 às 17:52

"Evidentemente, continuaremos a apostar nos três vectores que enunciámos, então, há quatro anos: na cultura, na economia, na coesão social. Mas, a sustentabilidade será um novo pilar, o nosso quarto pilar para os próximos quatro anos", afirmou Rui Moreira, este sábado, 1 de Julho, na cerimónia de apresentação da sua recandidatura à Câmara do Porto.

 

Será, disse o candidato, "um pilar transversal aos outros três, com incidência em domínios como o ambiente, a mobilidade, o reequilíbrio entre as várias zonas da cidade, a limpeza, as políticas ambientais, a sensibilização para as boas práticas e o civismo. Na verdade, esse quarto pilar não nasce hoje. Ele representa o enunciar de várias políticas que fomos já desenvolvendo e articulando durante o presente mandato".

 

O lançamento formal da candidatura do movimento independente "Rui Moreira, Porto o Nosso Partido" decorreu na Avenida das Tílias do Palácio de Cristal e contou com a presença de todos os candidatos independentes aos diferentes órgãos autárquicos.

 

"Neste tempo de mudança, temos de ir mais longe. A transformação da cidade exige novas políticas. Necessitamos de garantir a sustentabilidade social, o que passa por dar continuidade às políticas activas em habitação social e no apoio à rede... mas que tem de ter uma nova dinâmica na atracção e fixação de cidadãos na cidade do Porto", afirmou.

 

Segundo Rui Moreira, "o crescimento económico proporciona um aumento da procura. E isso é positivo, na medida em que acelera a reabilitação do edificado, consolida a actividade comercial e os serviços".

 

Mas, reconheceu, "é uma dinâmica que pode resultar numa força centrífuga, comum a muitos grandes centros, e que pode levar a que a população autóctone procure, por necessidade e não por conveniência ou vontade, resolver as suas necessidades de habitação na periferia".

 

"Este é o preço do sucesso. Um preço que uma cidade com Contas à Moda do Porto pode resolver. Até porque o desejável aumento do mercado imobiliário não é acompanhado, à mesma velocidade, pelo incremento do rendimento disponível das famílias, num cenário de elevada tributação que se irá manter nos próximos anos", referiu o candidato.

 

Por isso mesmo, sublinhou que "a sustentabilidade passará por políticas activas, nomeadamente no domínio da habitação, que não se podem concentrar apenas no sector social".

 

Rui Moreira defendeu que "é indispensável garantir que exista um mercado de arrendamento na cidade, a preços acessíveis para a classe média, para as famílias numerosas, para os jovens" e que isso "implicará novas políticas municipais que não se podem esgotar em incentivos ou isenções fiscais".

 

"É por isso mesmo que já anunciei que a futura taxa turística, que pretendo implementar, terá como objectivo garantir as receitas indispensáveis para este investimento em habitação a ser arrendada a preço controlado", disse.

 

A este propósito, referiu que "é também necessário implementar, ao nível do PDM, um conjunto de opções políticas que permitam, em zonas bem definidas, aumentar a densificação, única forma de reduzir o custo da habitação e de concorrer com a periferia, onde o preço do metro quadrado edificado é muito mais baixo".

 

"Na habitação social, independentemente do esforço continuado na modernização e restauro dos bairros existentes, é indispensável reconhecer as necessidades da população sénior (...)", afirmou.

 

Para o acompanhar, Rui Moreira disse ter escolhido "uma equipa jovem, muito jovem, para os próximos quatro anos. Uma equipa em que quase todos os candidatos a vereadores têm menos de 50 anos, mas com provas dadas e com um notável currículo e experiência mesmo autárquica".

 

Rui Moreira, empresário, 60 anos, foi o primeiro independente eleito presidente da Câmara do Porto e recandidata-se a um segundo mandato, com o apoio formal do CDS, que prescindiu de candidato próprio.

 

Eleito com 39,25% dos votos em 2013, o independente assegurou a governabilidade da cidade com um acordo pós-eleitoral com o PS. Elegeu seis vereadores, ficando a um mandato de obter maioria absoluta. Venceu também a eleição para a Assembleia Municipal e em cinco das sete juntas de freguesia.

 

Na corrida à câmara do Porto, para as eleições de 1 de Outubro, somam-se como candidatos Manuel Pizarro, pelo PS, o independente Álvaro Almeida, apoiado pelo PSD e pelo PPM, João Teixeira Lopes, pelo BE, e Ilda Figueiredo, pela CDU.

Filipe Araújo e Catarina Araújo em 2.º e 3.º lugar na lista de Rui Moreira

O vereador da Inovação e Ambiente da Câmara do Porto, Filipe Araújo, é o número dois na lista de Rui Moreira à presidência do município, seguido por Catarina Araújo, "uma das caras da renovação" da recandidatura, hoje apresentada.

 

A lista de candidatos integra em quarto lugar Ricardo Valente, eleito pela candidatura Porto Forte em 2013 (encabeçada por Luís Filipe Menezes) e que recebeu de Rui Moreira o pelouro da Economia há cerca de um ano, seguido pelo arquitecto Pedro Baganha, que foi adjunto do vereador socialista do Urbanismo Correia Fernandes, no presente mandato.

 

Seguem-se Cristina Pimentel, actual vereadora da Mobilidade; Fernando Paulo, actual diretor municipal da presidência da Câmara do Porto; Manuel Aranha, que entrou para o executivo a meio do mandato e assumiu as pastas do Comércio, Turismo e Fiscalização; e Helena Tavares, que já foi candidata há quatro anos e é actual adjunta do vereador do Comércio e Turismo.

 

Daniel Freitas, o mais jovem candidato, com 26 anos, e actual adjunto do vereador da Inovação e Ambiente; Isabel Martins, que volta a fazer parte do movimento independente como candidata; Isabel Menéres Campos, professora universitária que se estreia na lista; e Nuno Lemos, também uma novidade como candidato e actual administrador da Porto Lazer, são os restantes nomes da lista do movimento independente "Rui Moreira, Porto o Nosso Partido".

 

Como suplentes, Rui Moreira irá contar com o locutor de rádio Álvaro Costa, a gestora Marta Araújo, o chef Hélio Loureiro, Maria Helena da Costa Ferreira e o ex-piloto de Fórmula 1 Pedro Matos Chaves.

 

Trata-se, segundo o movimento independente "Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido", de uma lista com "uma média de idades inferior a 45 anos" e com "uma maior representação feminina" do que obriga a Lei da Paridade.

 

À Assembleia Municipal, a candidatura apresenta uma lista independente com Miguel Pereira Leite como cabeça de lista, que já assume a presidência daquele órgão.

 

Às Juntas de Freguesia, o movimento de Rui Moreira recandidata cinco presidentes de junta: Bonfim - José Carvalho, Ramalde - António Gouveia, União de Freguesias de Aldoar, Foz e Nevogilde - Nuno Ortigão, União de Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória - António Fonseca, e União de Freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos - Sofia Maia.

 

Nas duas Juntas de Freguesia onde o "Nosso Partido é o Porto" não lidera, apresenta, na Campanhã, Cândido Correia (o mesmo nome de 2013), e, em Paranhos, Paulo Jorge Teixeira.

 

O movimento independente "Rui Moreira, Porto o Nosso Partido" lançou hoje formalmente a sua candidatura para o novo ciclo autárquico. A apresentação decorreu na Avenida das Tílias do Palácio de Cristal e contou com a presença de todos os candidatos independentes aos diferentes órgãos autárquicos, e com a presença de apoiantes.

 

Rui Moreira, empresário, 60 anos, foi o primeiro independente eleito presidente da Câmara do Porto e recandidata-se a um segundo mandato, com o apoio formal do CDS, que prescindiu de candidato próprio.

 

Eleito com 39,25% dos votos em 2013, o independente assegurou a governabilidade da cidade com um acordo pós-eleitoral com o PS. Elegeu seis vereadores, ficando a um mandato de obter maioria absoluta. Venceu também a eleição para a Assembleia Municipal e em cinco das sete Juntas de Freguesia.

 

Para as autárquicas deste ano, o PS decidiu em maio avançar com um candidato próprio, Manuel Pizarro, após o movimento independente de Rui Moreira ter anunciado que prescindia do apoio dos socialistas à recandidatura do autarca.

 

Na corrida à câmara do Porto, para as eleições de 1 de Outubro, somam-se como candidatos o independente Álvaro Almeida, apoiado pelo PSD e pelo PPM, João Teixeira Lopes, pelo BE, e Ilda Figueiredo, pela CDU.




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lol Há 2 semanas

Só chularia

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