Política Rui Rio admite candidatar-se a líder do PSD em 2018

Rui Rio admite candidatar-se a líder do PSD em 2018

Há duas condições que o antigo autarca do Porto coloca para se lançar na corrida: se o partido laranja manifestar "dificuldades de aceitação junto das pessoas" e se até essa altura "não aparecer uma alternativa credível".
Rui Rio admite candidatar-se a líder do PSD em 2018
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 10 de Novembro de 2016 às 07:50

O ex-presidente da Câmara do Porto Rui Rio admite candidatar-se à liderança do PSD em 2018 se o partido "continuar com grandes dificuldades de aceitação junto das pessoas" e se até lá "não aparecer uma alternativa credível".

 

Numa entrevista publicada na edição de hoje do Diário de Notícias, o antigo vice-presidente e secretário-geral do PSD assume estar a ser pressionado para avançar "por militantes e não militantes", embora o próximo congresso só deva ocorrer "em Fevereiro ou Março de 2018".

 

Quando questionado se "é expectável que em 2018 apareça uma alternativa de liderança no PSD", o antigo autarca responde: "Se, até lá, o partido não conseguir descolar - como se costuma dizer -, acho que sim".

 

"Será sinal de falta de vitalidade interna se o PSD continuar com grandes dificuldades de aceitação junto das pessoas e se, mesmo assim, não aparecer uma alternativa credível a disputar a liderança", acrescenta.

 

À pergunta se a alternativa "poderá ser o Rui Rio", o ex-dirigente social-democrata responde afirmativamente: "Poderá".

 

Rio condiciona, contudo, uma decisão sua a "diversos factores", como a convicção dos apoios que receber e a avaliação das alternativas que possam surgir.

 

"Perceber se os apoios que eu possa ter são convictos e se acreditam mesmo em mim. Se as outras alternativas são suficientemente credíveis e robustas para servirem o PSD e o país. Se há espaço para implementar o fundamental das minhas ideias e da minha maneira de ser, que como sabe tendem a ser um pouco disruptivas relativamente à política na sua forma tradicional. Se sinto condições para gerar uma dinâmica de mudança e de desenvolvimento em Portugal. E, até, se tenho inimigos políticos correctos", indica.

 

Rui Rio reconhece que o 'score' nas autárquicas de 2017 "não é decisivo" para o partido se afirmar a nível nacional, mas logo a seguir lembra que um mau resultado "dificulta sempre" e um bom resultado "funciona como mola impulsionadora".

 

O antigo autarca reconhece que o avanço do actual líder do PSD, Passos Coelho, no último congresso o condicionou, "porque ele tinha acabado de conseguir ser o mais votado em eleições nacionais muito recentes, queria continuar e tinha o apoio da maioria dos militantes".

 

"Hoje, o quadro já não é bem o mesmo e o futuro logo se verá", assinala logo de seguida.

 

Na entrevista, Rio diz que a presidente do CDS/PP, Assunção Cristas, "está menos estigmatizada pelo passado do que Pedro Passos Coelho" e beneficia por ser "uma cara nova na liderança" dos centristas. Aliás, o facto de Passos Coelho ter passado de primeiro-ministro a líder da oposição, mesmo tendo ganhado as eleições, é um facto que torna o seu caminho "muito mais difícil", conclui.




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mais votado José Pereira Há 3 semanas

Cheira-me a oportunista. Que se tivesse chegado á frente quando estava dificil e era preciso.

comentários mais recentes
Jorge Santos Há 3 semanas

O amigo do chico esperto do 44 quer ser lider do PSD???!!!

Maria Versos Há 3 semanas

Já devia ter-se candidatado antes..., se não pelo PSD, pelos menos como independente.

Admite ! se o levarem ao colo e o Há 3 semanas

depositarem no assento. Com vedetas deste quilate a politica de direita passaria a ser servida a la carte, ou à medida do freguês.

Paulo Sales Há 3 semanas

Já devia ter feito à muito, assim está a ser oportunista e não vai longe

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