Funções do Estado  Rui Rio defende que pensões devem estar indexadas ao crescimento da economia

Rui Rio defende que pensões devem estar indexadas ao crescimento da economia

É uma das ideias da troika e pelos vistos apoiada pelo presidente da Câmara do Porto. Segundo jornal "Público" e o "JN", Rui Rio defendeu na quinta-feira que o montante pago aos pensionistas aumente ou diminua conforme a evolução do Produto Interno Bruto (PIB).
Rui Rio defende que pensões devem estar indexadas ao crescimento da economia
Negócios 15 de fevereiro de 2013 às 08:50

"É importante que se pense na possibilidade - e não é uma ideia feita, mas a ponderar - de encontrar uma forma de indexação das reformas à riqueza nacional. Se o PIB cresce, nós podemos pagar um pouco mais; se o PIB decresce, podemos pagar um pouco menos", afirmou o autarca durante o debate "O Estado Social e o Direito à Aposentação como Pilar da Democracia", citado pelo "Público".

 

Uma proposta parecida está inscrita no relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre as funções do Estado. Uma das hipóteses de reforma da Segurança Social passa pela indexação do pagamento do subsídio de Férias e de Natal ao crescimento económico. Por exemplo, pagar 13º e 14º mês apenas com um nível de crescimento do PIB de 3%. Esta medida seria acompanhada por um corte de 10% em todas as reformas.

 

Rui Rio não quis comentar em concreto o corte de quatro mil milhões de euros na despesa que o Governo está a preparar, dizendo apenas que o Estado social e o direito à aposentação são "inquestionáveis", mas que "é demagogia pedir que o país pague acima daquilo que pode", o que cria "desiquilíbrios ao pagar reformas mais altas do que aquelas que a riqueza nacional suporta".


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mais votado Vitor Santos 15.02.2013

Este Sr. tem o descaramento de vir falar nas pensões, e refere se ás pessoas que têm um regime contributivo de 30,35,40 e mais anos como que se estes fossem os que estão a lesar o estado?! Em primeiro lugar este Sr. deveria de se referir aos oportunistas, aos exploradores e aos ladrões que passaram, passam e acho que pela ignorância deste povo irão continuar a passar pela política. Ahhh.. este Sr. deve estar acometido de Alzheimer e não se lembra de nenhum.. Eu relembro-o.. Bata á porta deles e peça-lhes o nosso dinheiro... Dias Loureiro, Duarte Lima, Oliveira e Costa então vá ter com eles e e esses que devolvam aquilo que é dos contribuintes da segurança social. Mais... Este Sr deve pensar como os outros políticos que o povo é ignorante?! Cuidado que não é. Por enquanto é só manso. Porque este povo explorado sabe também disto... " Último relatório da CGA mostra que Estado gastou mais 3,5 milhões de euros com 383 deputados do que com os 22 311 pensionistas que ganham até 217 euros." à semelhança do que disse recentemente um ex-secretário de estado referindo-se ao fisco, eu referindo-me á classe política podre deste país, digo.. que vão todos tomar no cu..

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Anónimo 20.02.2013

A proposta de R.Rio é um caso de estudo. O senhor comportou-se como um tecnocrata que resolve a questão da seguinte maneira: indexa-se o valor global das pensões a uma percentagem do PIB (provavelmente com um tecto máximo), e a coisa fica garantida para o futuro, independentemente do número de reformados aumentar ou diminuir, das oscilações do produto, e da segregação da velharia. Sim, a proposta é discricionária, porque se destina aos reformados, destacando-os do resto da sociedade, assim, a modos de pesos mortos, sem contemplações relativamente às carreiras contributivas balizadas por instrumentos do Estado. R. Rio meteu água. Faltou-lhe senso comum, o senso do político responsável, que deve ponderar as medidas antes de as anunciar. Deve pensar as medidas, não só pelas pertinências que as suscitam, mas também pelo cotejo de legalidades, respeitando ou desrespeitando, como, ainda, pelo alcance das aplicações preconizadas, desprezando ou valorizando os destinatários. O efeito destas coisas pode redundar na banalização dos direitos sociais, e dos deveres da sociedade, deixando que matérias com esta importância, possam sujeitar-se a propostas de pouca consistência, e violação do direito consubstanciado por pacto social. "Se as sociedades... devem exigir um comportamento ético, é porque qualquer transgressão abre rachas no mundon que queremos construir". JD

Anónimo 18.02.2013

1.2-Este “PEDRO”, sempre que aparece um texto sobre PENSÕES, aparece sempre com este texto, via COPY / PASTE, além de ignorante é BURRO. Oh caro senhor tire umas lições de CÁLCULO FINANCEIRO ou pergunte a quem sabe destas matérias antes de fazer COPY / PASTE do seu texto. O dinheiro recebido na década de 60 e 70 não é comparável com dinheiro recebido agora, O país passou por taxas de inflação que se aproximaram dos 30%.

Pedro 17.02.2013

Há muitas pessoas que começaram a descontar nas decadas de 70/80, nessa altura os ordenados eram baixos, reformaram-se em 2005/2007, com 56/57 anos de idade, após 2 anos no centro de emoprego foram dados como desempregados de longa duração, ficaram praticamente com uma reforma igual ao último vencimento que auferiam, por exemplo 2.000 Euros! Onde é que essas pessoas fizeram descontos nos anos 70/80/90, suficientes para justificar a reforma que auferem hoje, ou será que nos anos 70, 80 e 90 já efectuavam descontos sobre os 2.000 Euros que não recebiam?! Isto assim não têm suporte, porque actualmente anda muita gente a receber mais do que aquilo que na realidade descontou! Está situação era inevitável, nem sei como se aguentou!.

Pedro 17.02.2013

Este é sem dúvida o grande problema. Numa altura em que as empresas não param de encerrar e o número de desempregados de aumentar, como se vai conseguir garantir a continuidade dos sistemas de protecção social? Onde se arranja suporte para a sua sustentabilidade? Aumentar a idade para a aposentação/reforma, não me parece que seja a solução, porque o que é premente e extramamente necessário, é baixar substancialmente o valor de todas as pensões/reformas que se situem acima dos 1.250 Euros, garantindo depois mais equidade social na sua distruibuição.As pessoas não podem pensar que trabalharam "X" de anos e descontaram "Y" e que tal facto lhes confere logo o direito a reformarem-se com 2.000 ou 4.000 Euros! Mais vale receber menos do que nada!

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