Política Rui Rio diz que vários governos deram direitos não sustentáveis às pessoas

Rui Rio diz que vários governos deram direitos não sustentáveis às pessoas

O país, salientou o ex-autarca do Porto, "não pode continuar a tomar decisões sem pensar" no seu impacto no futuro, considerando que muitos governantes aplicaram medidas apenas a pensar "na eleição seguinte".
Rui Rio diz que vários governos deram direitos não sustentáveis às pessoas
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 11 de Novembro de 2016 às 18:53
O ex-presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, disse hoje que vários governos, por razões eleitorais, deram "direitos às pessoas que, no longo prazo, não eram sustentáveis".

Numa conferência em Coimbra, o economista social-democrata apontou para a Segurança Social como o "maior exemplo" dos direitos que "diversos governos" deram às pessoas que, a longo prazo, não eram sustentáveis.

O país, salientou, "não pode continuar a tomar decisões sem pensar" no seu impacto no futuro, considerando que muitos governantes aplicaram medidas apenas a pensar "na eleição seguinte".

O ex-autarca do PSD -- que esta semana admitiu a possibilidade de se candidatar à liderança do partido em 2018 - falava durante o 16.º Congresso da Associação Nacional de Transportadores de Mercadorias (ANTRAM), que decorre hoje e sábado, no Convento São Francisco, em Coimbra.

Durante o seu discurso, Rui Rio salientou também a necessidade de Portugal combater a dívida, considerando que, para além de se procurar reduzi-la, deve-se "acima de tudo baixá-la em termos relativos" através da criação de mais riqueza.

"O que temos de conseguir é crescimento para olhar para a dívida de uma forma sustentada", notou, considerando que esse mesmo crescimento terá de estar assente numa lógica "de promoção de investimento", nomeadamente estrangeiro.

Para o social-democrata, são as empresas que devem investir, "mas o Estado tem de criar políticas próprias amigas do investimento".

Outro factor importante que se tem de ter em atenção, destacou, é a taxa de poupança dos portugueses.

"Não se pode continuar a desprezar a componente da poupança", salientando que a taxa está hoje nos mesmos níveis de 1960, "cerca de 4,9%", depois de já ter estado nos 20% em 1983.

À margem do congresso, Rui Rio foi questionado pela agência Lusa sobre a possibilidade de se candidatar à liderança do PSD, mas escusou-se a comentar sobre o assunto.

Na sessão de abertura do evento, o secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme W. Oliveira Martins, referiu que o Governo pretende assumir uma "aposta forte" na frente portuária atlântica, considerando que a ligação de Portugal com o resto do mundo "implica uma ponderação cuidada do papel da logística na cadeia de valor".

Nesse sentido, é necessário o "desenvolvimento de sistemas logísticos e de transportes de mercadorias ao longo dos corredores que ligam Portugal a Espanha e ao resto da Europa".

Segundo o membro do executivo socialista, Portugal "precisa de aumentar globalmente a carga movimentada e tornar eficiente a cadeia de deslocações de mercadorias, principalmente nas médias e longas distâncias".

A garantia de "eficiência, qualidade e segurança do serviço de transportes de mercadorias" é um objectivo "estratégico para este Governo", sublinhou.

Nesse sentido, afirmou, é necessário "planear cuidadosamente as redes e cadeias logísticas, promovendo a eficiência do transporte e operações, utilizando as novas tecnologias numa perspectiva de criação de valor, com reflexos positivos na economia e sociedade".



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comentários mais recentes
jcg Há 2 semanas

É evidente que só se pode repartir o que houver. Não se pode distribuir fatias de um bolo... se não houver bolo. Por isso, a questão crucial é haver uma economia sustentável, o que significa produtiva, equilibrada e com capacidade de modernização e adaptação. É isso que espero do economista Rio.

jcg Há 2 semanas

Também acho ó Rio. Por ex., o direito a embolsar 45 mil euros mês de salário que o Governo concedeu a um tal António Domingos. Ou os direitos a receberem milhares de milhões de euros do Estado conferidos a banqueiros para limparem a porcaria que fizeram na gestão dos bancos. Ex de insustentabilidade

pertinaz Há 2 semanas

CONVERSA DA TRETA QUE NÃO LEVA A LADO NENHUM

A MODA SYRIZA PEGOU

HÁ QUE FALAR MUITO E NÃO DIZER NADA

Luis Há 2 semanas

As reformas vitalicias e muito douradas aos politicos com apenas oito anos de trabalho (?).

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