Política Rui Rio: Há dez anos a preparar a liderança do PSD

Rui Rio: Há dez anos a preparar a liderança do PSD

O ex-presidente da câmara do Porto afirmou, em entrevista à Antena 1, que há uma década que admite ser líder do PSD. E garante que se o conseguir, procurará entendimentos com outros partidos para a defesa de reformas estruturais para o país.
Rui Rio: Há dez anos a preparar a liderança do PSD
Negócios 03 de novembro de 2017 às 09:32

"O meu impulso pessoal da liderança existe há 10 anos", afirmou Rui Rio em entrevista à Antena 1 que vai para o ar este sábado, 4 de Novembro, ao meio-dia. O ex-presidente da câmara do Porto e candidato à sucessão de Pedro Passos Coelho, admite que ao longo deste tempo, lhe chegaram muitos apelos nesse sentido.

 

Rio assegura que, se conseguir uma maioria absoluta, vai procurar entendimentos com o PS e o CDS, prometendo "procurar os melhores entendimentos no que respeita a reformas estruturais que, não sendo feitas com esses entendimentos alargados, pura e simplesmente não são feitas. E quem perde é o país". Na sua opinião, "é tempo de os partidos todos, e se eu for líder começará pelo meu, estarem mais disponível para falar com os outros e para trabalhar em prol do país e para olhar menos para o umbigo e para essas tácticas pessoais e coisas pequeninas que eu não gosto".

 

"O PSD não pode aparecer nas legislativas da mesma forma como apareceu nas autárquicas. Vai lutar pelo primeiro lugar como é assim há 41 anos. A forma com se consegue fazer um Governo estável a seguir, logo se verá", declarou.

 

O agora candidato à liderança social-democrata declara que "é possível revitalizar o PSD com pessoas que se afastaram e agora voltaram, com o melhor das universidades, sem perder os valores do défice e da dívida". Recusa que Santana Lopes seja o herdeiro de Passos, sublinhando que tem do seu lado vários dirigentes e estruturas da era Passos Coelho, e não poupa nas críticas a Santana, que, diz, invoca e elogia passos a toda a hora, coisa que ele nunca fará.

 

De António Costa diz que está "refém da extrema-esquerda", mas elogia o sentido de Estado do actual primeiro-ministro, por não ter apresentado a demissão depois das tragédias dos incêndios. 




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