União Europeia Rússia prolonga embargo a produtos alimentares ocidentais até final de 2018

Rússia prolonga embargo a produtos alimentares ocidentais até final de 2018

A proposta para estender o embargo até ao final de 2018 será enviada ao presidente russo, Vladimir Putin.
Rússia prolonga embargo a produtos alimentares ocidentais até final de 2018
Bloomberg
Lusa 29 de junho de 2017 às 16:05
A Rússia quer prolongar o embargo a produtos alimentares oriundos do Ocidente por mais 18 meses em reacção à decisão da União Europeia (UE) de prorrogar até Janeiro de 2018 as sanções económicas contra Moscovo, foi divulgado hoje.

O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, anunciou que vai propor o prolongamento do embargo até 31 de Dezembro de 2018, frisando ainda que tal bloqueio vai ajudar a criar incentivos para os agricultores russos. A proposta será enviada ao Presidente russo, Vladimir Putin.

Moscovo já tinha advertido que só levantaria o embargo introduzido em 2014 se os Estados Unidos e a UE recuassem e revertessem as sanções impostas após a anexação da península ucraniana da Crimeia, em Março de 2014, e o alegado apoio militar russo às forças rebeldes separatistas no leste da Ucrânia, o que é negado pelas autoridades russas, que falam apenas em apoio político.

O anúncio de Medvedev acontece um dia depois do Conselho da UE ter prorrogado até 31 de Janeiro de 2018 as sanções económicas à Rússia por incumprimento dos Acordos de Minsk, relativos a um possível cessar-fogo no leste da Ucrânia.

As sanções tinham sido aprovadas pelos líderes dos 28, no Conselho Europeu de 22 e 23 de Junho, na sequência de informações actualizadas sobre a aplicação dos Acordos de Minsk apresentadas pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, e pela chanceler alemã, Angela Merkel.

A Alemanha e a França negociaram, em 2015, com a Ucrânia e a Rússia, os Acordos de Minsk ao abrigo dos quais terminaram os confrontos em larga escala no leste da Ucrânia entre forças do país e separatistas pró-russos, não se tendo chegado a um cessar-fogo.

Desde Março de 2014, a UE impôs progressivamente um conjunto de medidas restritivas em resposta à anexação ilegal da Crimeia e à desestabilização deliberada da Ucrânia.

Em Março de 2015, os dirigentes da UE decidiram alinhar o regime de sanções existente pela aplicação integral dos Acordos de Minsk, que estava prevista para o final de Dezembro de 2015.

Desde então, e por falta de aplicação na íntegra dos acordos, as sanções foram já prorrogadas por três vezes, terminando o último prazo em 31 de Julho.



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mais votado DJ viajante 29.06.2017

Tanta sanção com resultado nulo, excepto para os agricultores e exportadores.

comentários mais recentes
Os falcões deram ordem,UE foi atáz mas é a vitima. 29.06.2017

Os russos importavam muitos bens hoje já não importam , porque são produzidos no seu país e a sua independência ficou mais forte,quem ficou na merda são os povos que vendiam para lá.como os Portugueses os falcões querem só os seus intereces que é guerras.

DJ viajante 29.06.2017

Tanta sanção com resultado nulo, excepto para os agricultores e exportadores.

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