Política Santana diz que PSD tem de ser alternativa a "governação incoerente"

Santana diz que PSD tem de ser alternativa a "governação incoerente"

O candidato à liderança do PPD/PSD Pedro Santana Lopes considerou hoje que o partido tem de se preparar rapidamente para ser uma "alternativa coerente à governação incoerente" da coligação de esquerda.
Santana diz que PSD tem de ser alternativa a "governação incoerente"
Bruno Colaço
Lusa 25 de novembro de 2017 às 18:50
"Penso que o PPD/PSD tem de se preparar tão denodadamente quanto possível para concretizar a sua alternativa coerente a esta governação incoerente, quer na solução política, quer nas medidas, reacções e opções que vai anunciando", afirmou Pedro Santana Lopes, à margem de uma sessão com militantes em Loulé, no distrito de Faro (Algarve).

No seu entender, o Governo liderado por António Costa "está sem rumo e desorientado".

"São dois anos de um Governo que foi uma surpresa, com uma solução política completamente inesperada e que procurou governar com o ‘plano B’, ou seja, com um programa mais perto das medidas que contestou na campanha eleitoral do que se pensava", referiu.

Na opinião do candidato, desde há uns meses "é visível a perda de rumo do Governo, existindo neste momento uma desorientação muito significativa, nomeadamente nas opções de fundo e estratégicas, de gestão das finanças públicas e na resposta às reivindicações das estruturas sindicais."

"O destapar da caixa de Pandora levou que as pessoas pensassem que podiam agora ser compensadas, estando a situação melhor, a crise ultrapassada, como o Governo procurou dizer", frisou.

Porém, acrescentou, nos últimos dias assistiu-se a uma inflexão do discurso do Governo, com o primeiro-ministro a dizer que não há dinheiro, utilizando frases que poderiam ser retiradas de citações do ainda líder do PPD/PSD, Pedro Passos Coelho.

Para o candidato, a diferença de discurso do Governo da coligação de esquerda "não promete nada de bom para a segunda metade da legislatura e cada vez parece mais difícil que se chegue ao fim desta legislatura".

"O PCP não volta a ser o que era no seio da coligação, por outro lado, penso que, tendo acabado o estado de graça e tendo-se modificado a relação entre Governo e Presidente da República, estamos perante uma alteração substancial do quadro político", concluiu Santana Lopes.

Durante a sua intervenção nas instalações do PSD/Loulé, Santana Lopes pediu aos militantes "disciplina partidária, disciplina e o cumprimento de regras, numa altura de grande responsabilidade do partido".

"Não aceito que, quando estamos em tempo de grandes responsabilidades, andem elementos do PPD/PSD ao lado de adversários políticos a desancarem no partido", concluiu.

O antigo primeiro-ministro disputa as eleições directas de 13 de Janeiro com o ex-presidente da Câmara do Porto Rui Rio.

Após a eleição do novo líder social-democrata por voto directo dos militantes, realiza-se o Congresso Nacional do PSD, marcado para 16, 17 e 18 de Fevereiro.



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mais votado Ricantonio Há 2 semanas

Alternativa? Tenha juízo. Julga que mudando o Penico e continuando a serem a mesma m.... serão alternativa?. Os Portugueses já não são tão estúpidos!

comentários mais recentes
Ricantonio Há 2 semanas

Alternativa? Tenha juízo. Julga que mudando o Penico e continuando a serem a mesma m.... serão alternativa?. Os Portugueses já não são tão estúpidos!

Marcos Há 2 semanas

Incoerente e muito perigosa. Veja-se o que se passou com os professores em que Costa quer ficar bem na foto e deixa o País refém de uma despesa brutal em que os professores mais velhos que estão no topo passarão a receber mais 660 euros cada, independentemente de darem ou não darem aulas. Como uma grande parte dos professores estão no escalão de topo é fazer as contas. E agora claro que vêm todos os outros também a querer. E Costa faz de conta que pode dar deixando para terceiros o odioso de ter de falar verdade. Reparem como o habilidoso só falou à boca pequena depois de Marcelo ter falado. É um Chico Esperto perigosíssimo que tudo fará para se manter 1.º Ministro. Que oportunidade o País perdeu quando Sócrates decidiu acabar com António José Seguro!...

A geringonça foi uma dádiva de Deus. Há 2 semanas

Sem cortar os eucaliptos que o secam o PSD nunca mais é Governo ,o povo foi sábio correu com eles portaram-se mal.não quer mentirosos e trapaceiros.