Finanças Públicas Santos Silva: "Há redobrada confiança na economia e nas finanças públicas"

Santos Silva: "Há redobrada confiança na economia e nas finanças públicas"

"O mais importante é que esta proposta de Orçamento é admitida na Comissão Europeia sem nenhum pedido de alteração e a projecção para 2017 não contém o pedido de nenhuma medida orçamental adicional", salientou o chefe da diplomacia portuguesa.
Santos Silva: "Há redobrada confiança na economia e nas finanças públicas"
Miguel Baltazar
Eva Gaspar 16 de novembro de 2016 às 13:00
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, considera que a decisão da Comissão Europeia de não propor o agravamento do procedimento dos défices excessivos a Portugal – o que significa aceitar, ainda que com avisos, a proposta de Orçamento para 2017 e não recomendar qualquer suspensão de fundos comunitários ao país – traduz uma demonstração de "confiança redobrada" na evolução da economia e das finanças públicas portuguesas.

"O mais importante é que esta proposta de Orçamento é admitida na Comissão Europeia sem nenhum pedido de alteração e a projecção para 2017 não contém o pedido de nenhuma medida orçamental adicional", sublinhou, acrescentando haver agora "condições para encarar 2017 com uma redobrada confiança".

Falando em Lisboa, no rescaldo da decisão de Bruxelas anunciada esta quarta-feira, 16 de Novembro, o chefe da diplomacia portuguesa reconheceu que a Comissão Europeia "identifica um risco de incumprimento", mas "por uma margem muito estreita", que disse resultar de uma "divergência muito pequena entre os cálculos apresentados pelo Governo e os cálculos realizados pelos serviços da Comissão".

"A Comissão Europeia diz, por prudência, uma coisa que nos parece óbvia: que é preciso executar o Orçamento, tomando as medidas orçamentais necessárias para acudir a qualquer desvio. Foi isso que fizemos em 2016", afirmou.

"Estas notícias vêm na sequência de um conjunto de desenvolvimentos que nos animam para 2017", acrescentou, salientando os dados do PIB referentes ao terceiro trimestre, que apontam para um crescimento homólogo de 1,6% e que surpreenderam pela positiva os economistas. "O desemprego tem estado a cair, o emprego a subir. Temos todas as condições para encarar 2017 com uma redobrada confiança", repetiu.

O ministro congratulou-se também com o consenso entre todos os partidos políticos contra a possibilidade de sanções.
"Vale a pena trabalhar com a Comissão Europeia defendendo os interesses nacionais. Vale a pena trabalhar na defesa dos interesses nacionais em unidade", disse, agradecendo, em particular, aos eurodeputados portugueses.



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Cláudio Márcio Araújo da Gama Há 2 semanas

A importância do fortalecimento da administração das finanças públicas (AFP) foi reconhecida pelo fundo monetário internacional (FMI) em um discurso do seu dir

Mais em:

http://www.administradores.com.br/producao-academica/o-quadro-macroeconomico-para-a-administracao-das-financas-publicas/6815/

eduardo.santos Há 3 semanas

Se o orçamento foi aceite o governo se exalta, mas............o que as instituições de control dizem é que as contas foram feitas a martelo e isto retira toda a confiança do povo e dos trabalhadores neste governo que faz crescer a divida

Pedro Lima Há 3 semanas

A vida dos portugueses não está melhor nem coisa que se pareça. Os dados do crescimento foram obviamente martelados até porque aparecem do nada e acontecem com Agosto pelo meio. Tretas!

gatogato Há 3 semanas

Ainda bem que a economia surpreendeu pela positiva. Continuo a não acreditar neste governo e nas suas jogadas, mas estes valores contrariam-me, parcialmente pelo menos.
Mas não na dívida. Os juros estão perto de 3.7%. É pena que, em circunstâncias favoráveis, não se tenha aproveitado para reduzir a dívida, mas, bem pelo contrário, esta tem crescido de forma quase criminosa.

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