Angola Santos Silva: Portugal não viu omissão no discurso do novo presidente angolano

Santos Silva: Portugal não viu omissão no discurso do novo presidente angolano

O Governo português não viu qualquer omissão no discurso do novo presidente angolano, que excluiu Portugal da lista de parceiros estratégicos de Angola, disse esta quarta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros, garantindo "confiança no desenvolvimento" das relações bilaterais.
Santos Silva: Portugal não viu omissão no discurso do novo presidente angolano
Miguel Baltazar
Lusa 27 de setembro de 2017 às 17:58
"O Governo português não entende que tenha havido uma omissão", afirmou esta quarta-feira, 27 de Setembro, Augusto Santos Silva, respondendo a questões sobre a ausência de referências a Portugal enquanto parceiro estratégico no discurso de tomada de posse de João Lourenço, na terça-feira, em Luanda.

"Há uma maneira muito simples, a meu ver, de compreender o que está em causa na relação entre Portugal e Angola, que é ter em atenção o modo como uma praça inteira reagiu à primeira menção do nome e do cargo do Presidente da República Portuguesa", comentou o governante, numa referência ao facto de Marcelo Rebelo de Sousa ter sido o chefe de Estado estrangeiro mais aplaudido na cerimónia.

Para o chefe da diplomacia portuguesa, que acompanhou o Presidente português nos dois dias de deslocação a Angola, "isso diz tudo sobre a densidade das relações entre os dois países, entre os dois povos, entre as duas sociedades", acrescentando: "E com essa densidade não é preciso multiplicar as referências, porque todos sabemos que a parceria existe".

"Do que ouvi, quer publicamente, quer nos encontros privados, retiro confiança no desenvolvimento das relações entre Portugal e Angola", sublinhou o ministro, à saída de uma reunião com a comissária europeia da Concorrência, Margrethe Vestager, na sede do executivo comunitário, em Bruxelas.

Santos Silva escusou-se a comentar o discurso de João Lourenço, referindo apenas que aspectos mencionados pelo Presidente angolano, como a "diversificação da economia, a modernização administrativa, a descentralização", já estão contemplados na "cooperação bilateral em curso entre Portugal e Angola".

"O que me parece natural é que Angola diga em relação a Portugal, e Portugal diga em relação a Angola, que se trata de parceiros que queremos, na convicção de que cada um respeita a soberania nacional do outro, isso parece-me lógico, é o que eu próprio digo", mencionou ainda Santos Silva.

"Angola dará primazia a importantes parceiros, tais como Estados Unidos da América, República Popular da China, a Federação Russa, a República Federativa do Brasil, a índia, o Japão, a Alemanha, a Espanha, a Franca, a Itália, o Reino Unido, a Coreia do Sul e outros parceiros não menos importantes, desde que respeitem a nossa soberania", anunciou hoje João Lourenço, no seu discurso de investidura.

O novo chefe de Estado não fez qualquer referência a Portugal, principal origem das importações angolanas, no seu primeiro discurso oficial, numa altura de tensão na relação entre os dois países, decorrendo investigações das autoridades portugueses a figuras do regime angolano.

Marcelo Rebelo de Sousa não quis comentar o discurso do agora homólogo angolano.

"O fundamental é eu ter sentido, em todos os encontros, ontem e hoje, que o povo português é visto como um povo irmão e o Estado português é visto como um Estado irmão, relativamente ao povo e ao Estado angolano", disse o Presidente português, ainda esta terça-feira em Luanda.



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comentários mais recentes
Já não Há Mentira que Pegue 28.09.2017

Não se vê Razão para votar em outro Partido nas eleições, que não PS, vê-se Todas as Razões para Votar no PS, 1º porque ninguém quer voltar a Trás, aos Saques do PSD e CDS, 2º Acabar com a dependência do BE, já que o PSD se Auto Excluio das Soluções para Portugal, agarrados que estavam ao TACHO.

Anónimo 28.09.2017

Mas quem é que liga importância a um ministro da BANCARROTA que deveria estar preso?

5640533 27.09.2017

Que lenga lenga que não convence ninguém.

Anónimo 27.09.2017

Sempre ouvi dizer que:- "Não há nada mais Triste do que a Tristeza" nem "Pobreza maior do que a de Espírito".

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