Política Santos Silva sobre a geringonça: "As zangas não correspondem a verdadeiras divergências"

Santos Silva sobre a geringonça: "As zangas não correspondem a verdadeiras divergências"

Em entrevista ao jornal brasileiro O Globo, o ministro dos Negócios Estrangeiros desvaloriza as divergências e fala sobre o "bordado" que é o acordo entre os partidos de esquerda.
Santos Silva sobre a geringonça: "As zangas não correspondem a verdadeiras divergências"
Miguel Baltazar
Marta Moitinho Oliveira 27 de novembro de 2017 às 13:40

O ministro dos Negócios Estrangeiros defende que a execução dos acordos à esquerda, que suportam o Governo, é uma arte "muito delicada" e desvaloriza as zangas que possam existir entre os partidos.

Em entrevista ao jornal brasileiro O Globo, publicada no domingo, Augusto Santos Silva afirmou que "no que depender do Governo, este acordo parlamentar vai durar até o fim do mandato". "As zangas não correspondem a verdadeiras divergências", sustenta o ministro.

Este fim-de-semana, o PCP mostrou-se desconfortável com o tipo de cerimónia que o Governo escolheu para assinalar os dois anos e o Bloco de Esquerda está incomodado com o facto de o PS ter decidido repetir esta segunda-feira a discussão e votação da nova contribuição para o sector energético. 

Apesar disso, a aprovação do Orçamento do Estado para 2018 está garantida.  

Santos Silva acrescentou depois que "a arte do acordo que permite o actual Governo português é muito delicada, parece um bordado" para justificar as características da actual coligação parlamentar, que junta PS, Bloco de Esquerda, PCP e Verdes.

O acordo tem "dois princípios fundamentais: em primeiro, há compromissos de entendimento escritos de parte a parte. Os partidos que apoiam o Governo votam o Orçamento e comprometem-se a não votar leis que prejudiquem a execução do Orçamento. Há áreas em que os partidos não concordam e estão fora do acordo: políticas de defesa, externa e europeia".

Na mesma entrevista, Augusto Santos Silva fala ainda sobre a capacidade que Portugal tem para atrair pessoas e refere que existem áreas onde "se começa a notar falta de mão-de-obra em Portugal".




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