Mundo Schäuble alerta para possível nova crise financeira mundial

Schäuble alerta para possível nova crise financeira mundial

O ministro germânico das Finanças, de saída do cargo ao fim de oito anos, deixa o alerta: a liquidez colocada no mercado pelas autoridades monetárias e a elevada dívida pública e privada criam condições para uma nova crise.
Schäuble alerta para possível nova crise financeira mundial
Paulo Zacarias Gomes 08 de outubro de 2017 às 17:53

O ainda ministro das Finanças alemão, que em breve cessará funções no âmbito do quarto mandato de Angela Merkel, aproveitou uma das suas últimas entrevistas no cargo para alertar para a possibilidade de uma nova crise económica e financeira internacional.

O responsável pelos cofres alemães durante a crise da Zona Euro alerta, em entrevista ao Financial Times, que os aumentos exponenciais da dívida a nível mundial e da liquidez nos mercados representam um risco importante para a economia internacional.

Na base desta possível nova crise estão as "novas bolhas" que Wolfgang Schäuble dizem ter sido causadas pela política ultraexpansionista das autoridades monetárias internacionais, que colocaram biliões de dólares nos mercados para travar os efeitos da crise iniciada em 2008.

"Por todo o mundo economistas mostram-se preocupados com os riscos crescentes da acumulação de mais e mais liquidez e com o crescimento da dívida pública e privada. Também eu estou preocupado, afirmou. A Alemanha é dos membros da região do euro mais críticos da continuidade do programa de compra de activos por parte do Banco Central Europeu. 

Recentemente, o antigo presidente da Reserva Federal norte-americana, Alan Greenspan, e o Bank of America Merrill Lynch (BofaML), também chamaram a atenção para este fenómeno. 

Na Zona Euro, o risco maior para a estabilidade da região reside nos activos tóxicos que ainda repousam nos balanços dos bancos, defende. Sobre o Brexit diz que o referendo que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia provou o quão "tolo" é dar ouvidos "aos demagogos que dizem (...) que estamos a pagar de mais pela Europa" e disse-se certo de que o nacionalismo não voltará a emergir na Alemanha, apesar da entrada da extrema-direita no Parlamento nas últimas eleições.

Apesar do pessimismo, o ministro elogiou as "iniciativas vigorosas" para reformar a União Europeia (onde a França tem tomado a liderança em propostas, nomeadamente para alterações no funcionamento da Zona Euro) e disse que a região monetária dos 19 tem pela frente a tarefa de "reduzir os riscos, que ainda são muito elevados - estou a pensar nos balanços dos bancos em muitos estados-membros da União Europeia, que são ainda muito pesadas."


Desse reforço dependerá, segundo Schäuble, a forma como a Zona Euro enfrentará uma possível nova crise económica. "Não teremos sempre tempos tão positivos em termos económicos como agora," sustentou.

(Notícia actualizada às 18:02 com mais informação)




A sua opinião12
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Mr.Tuga Há 2 semanas

CERTO!!!

Mas cuidado que cá os xuxas e povão imbecilizado e troglodita não gosta de ouvir a REALIDADE....

Em tugaLândia estao anestesiados com o novo OASIS....

Pois Há 2 semanas

Calma, estamos a falar dum jarreta ressábiado com a vida que nunca acertou uma previsão ou uma política enquanto este no poder. Poder ir e vá para o inferno!

pertinaz Há 2 semanas

A ESCUMALHA DEPOPIS RESOLVE...

Anónimo Há 2 semanas

deutsche bank vai ser uma bomba nuclear.
3
2
1
BUM!BUM!!!!

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub