Finanças Públicas Schäuble: "Centeno é o Ronaldo do Ecofin"

Schäuble: "Centeno é o Ronaldo do Ecofin"

A descrição do ministro das Finanças português terá sido deixada ontem pelo germânico, um dia depois de Portugal sair do PDE e numa altura em que o nome de Centeno volta a ser falado para a liderança dos ministros das Finanças do euro.
Schäuble: "Centeno é o Ronaldo do Ecofin"
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 24 de maio de 2017 às 10:00
O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, classificou Mário Centeno, como o "Ronaldo do ECOFIN". A revelação é feita pelo Politico, na sua newsletter diária, que cita comentários feitos ontem, dia em que reuniu aquele conselho dos ministros das Finanças da União Europeia.

A fonte do Politico que dá conta da comparação com o craque futebolístico é portuguesa, embora não seja identificada por aquele meio. E a afirmação é comparada pelo site, em termos políticos, com a vitória obtida recentemente na Eurovisão. Isto numa altura em que o nome de Centeno volta a surgir como possível novo presidente do Eurogrupo.

Já ontem, o secretário de Estado adjunto Ricardo Mourinho Félix tinha dado conta das "felicitações de muitos" ao Governo no ECOFIN por a Comissão ter proposto na véspera a saída de Portugal do Procedimento dos Défices Excessivos (PDE). Mas sem fazer referência a este episódio. Além de sair do PDE, Portugal fechou o primeiro trimestre do ano com um crescimento de 2,8% do PIB, numa alutra em que o desemprego cresce e aumenta a criação de emprego.

Estas alegadas palavras de Schäuble são pouco habituais no léxico normalmente utilizado em relação ao actual Governo português. A 26 de Outubro do ano passado, quase um ano volvido sobre as eleições que deram vitória ao PSD mas resultaram na formação de um Governo do PS com apoio à esquerda, Schäuble deixou uma "alfinetada": "Portugal vinha tendo muito sucesso até [à chegada de] um novo Governo"

Antes disso, pelo menos por duas vezes o ministro das Finanças de Angela Merkel se referiu à situação em Portugal: em Fevereiro do ano passado "encorajava fortemente" a equipa de Centeno a não fugir ao "rumo bem-sucedido que vinha sendo seguido"; e em Junho deixou no ar a possibilidade de um segundo resgate caso não cumprisse as regras europeias.

Na resposta às declarações de Outubro, o primeiro-ministro António Costa disse dar "sobretudo atenção aos alemães que conhecem Portugal e, por isso, sabem do que falam",  enquanto o ministro da Economia, Caldeira Cabral, as considerou "irresponsáveis".

E ainda não passaram três meses desde a última vez que, em Março, Schäuble deixou um alerta renovado ao país: "O meu alerta para Portugal é: certifiquem-se que não será necessário um novo programa" de assistência financeira, disse o ministro alemão citado pela Bloomberg.

O nome de Mário Centeno tem sido dado como possível candidato a ocupar o cargo que Jeroen Dijsselbloem desempenha actualmente na liderança do Eurogrupo e cujo mandato termina em Janeiro do ano que vem. O primeiro-ministro esclareceu que Portugal não deverá ter a iniciativa de uma candidatura, mas que não fugirá às responsabilidades dentro do Eurogrupo.

Em entrevista à televisão norte-americana CNBC, Centeno não foi claro quando sondado sobre essa possibilidade. Deixou em aberto a permanência no ministério das Finanças em Portugal (embora a eleição para o cargo esteja actualmente reservada a ministros em funções) e afastou quaisquer saudades da comida portuguesa caso tivesse de assumir responsabilidades em Bruxelas, sugerindo neste caso vinda frequente a Lisboa.

(Notícia actualizada às 10:29 com mais informação)



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mais votado Anónimo 24.05.2017

A direcção deste pasquim é tão mediocre quantos os comentadeiros que ou não perdem uma oportunidade para comentar sexo anal, ou efectuar aquecimento para a noite de Sto António.
Todos os comentários sérios e relativos ao assunto, evaporaram, os demais permaneceram..Que MISÉRIA!!!!

comentários mais recentes
AAAA 25.05.2017

NÃO OUVI ESSA NOTÍCIA NOS MEIOS ALEMÃES. DUVIDO DA SUA CREDIBILIDADE. E SE O DISSE, DEVE TER SIDO A GOZAR... COMO É ÓBVIO.

Anónimo 25.05.2017

Não se entendem as causas da crise e a necessária transformação evolutiva da economia sem perceber isto: "We will gradually enter a time where having a lifetime employment based on tasks that are not justified will be less and less sustainable - we're actually already there." - Emmanuel Macron www.msn.com/en-gb/video/other/french-civil-servants-no-more-jobs-for-life/vi-AAeGlDD

pertinaz 24.05.2017

AH AH AH

ENO e ALKA SELTZER é a receita 24.05.2017

Desta vez, é que a direita radical e ultraliberal (o vígaro PASSOS, MONTENEGRO e seus capangas) irá espumar de raiva e encher as urgências dos hospitais com sérios problemas de hiperacidez estomacal.
Agora, apague este comentário, como de costume, caro RAÚL VAZ.

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