Zona Euro Schäuble deixa de ser ministro das Finanças alemão

Schäuble deixa de ser ministro das Finanças alemão

O Bild noticiou a mudança do ministro das Finanças da Alemanha para a liderança do Parlamento germânico. O FT também confirmou a informação. A Reuters adianta que Schäuble aceitou já a mudança de cargo.
Schäuble deixa de ser ministro das Finanças alemão
Qilai Shen/Bloomberg

Primeiro, o Bild; depois a Reuters; agora o Financial Times: Wolfgang Schäuble vai deixar de ser o ministro das Finanças da Alemanha.

 

Segundo uma fonte da publicação especializada, o ainda responsável pela pasta das Finanças vai abandonar o cargo, na sequência das eleições do passado domingo. O governante passa a líder do parlamento germânico, o Bundestag.

 

A Reuters adianta, igualmente esta quarta-feira, que Schäuble aceitou já a mudança de cargo. O Ministério das Finanças da maior economia da Zona Euro não quis fazer comentários às notícias.

 

O pedido foi feito por Angela Merkel, após as eleições do passado domingo, já que os resultados das eleições implicaram uma redução da margem de manobra da CDU. A posição, diz o FT, terá sido decidida pela chanceler e por Volker Kauder, líder do bloco CDU-CSU no Bundestag. 

Como resultado das eleições, Merkel tem de procurar soluções que garantam a governabilidade. Dada a recusa do SPD, o segundo partido mais votado, em renovar a "grande coligação", Merkel tem de procurar soluções e terá de forjar uma nunca tentada aliança CSU/CSU-Liberais-Verdes. 

 

E se antes das eleições o líder dos liberais (FDP), Christian Lindner, já tinha avisado que não iria para um governo com os democratas-cristãos sem garantir a pasta das Finanças para o seu partido, o crescimento do FDP veio dar mais força a esta pretensão.

Schäuble passa assim para a liderança da câmara baixa do Parlamento alemão (a câmara alta é o Bundesrat), num momento diferente da história recente da Alemanha, com a força ganha pela extrema-direita (Afd). 

Segundo os dados oficiais, a CDU/CSU conseguiu 246 assentos do total de 709 do Bundestag, seguida do SPD, com 153. A Afd ficou com 93 representantes, com os liberais do FDP a conquistarem 80 lugares. A Esquerda, com 69, e os Verdes, com 67, ocupam os restantes assentos no Parlamento germânico. 

 

(Notícia actualizada às 14:30 com mais informações)




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comentários mais recentes
Anónimo 27.09.2017

Com este cenário na Alemanha lá se vai o que restava de esperança da euro-elite nacional em ver discutida a renegociação da dívida pública irresponsavelmente contraída a contar que, no fim, outros a acabariam por pagar. A canga continuará no pescoço dos portugueses por muitos anos.

sepolsaid 27.09.2017

E assim passa a haver mais uma "geringonça" desta vez na Alemanha, quem diria!!!!!!!

General Ciresp 27.09.2017

Aqui e que os portugueses devem roer as unhas e nao com o que se passa em Angola.Com este a Europa sabia com o que podia contar,e o proximo pode ver a curva mais perto,e dessa maneira meter o pe ao travao.Lembremo-nos da senda que se viveu a volta da Grecia e o resto da periferia.Abencoado HEROI.

Anónimo 27.09.2017

É assim a vida. Primeiro perdeu as fotos com a Luis ao "colo". Agora perde o lugar de ministro das finanças.

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