Europa Schulz sai da liderança do SPD para ser o novo MNE de Merkel

Schulz sai da liderança do SPD para ser o novo MNE de Merkel

“Vou lutar pela renovação da União Europeia”, disse o antigo líder do Parlamento Europeu, que deixou este cargo para concorrer contra a chanceler alemã nas últimas legislativas.
Schulz sai da liderança do SPD para ser o novo MNE de Merkel
EPA
Negócios 07 de fevereiro de 2018 às 18:22

Martin Schulz confirmou esta quarta-feira que pretende abandonar a liderança do SPD depois de 4 de Março, data em que partido vai referendar a coligação de governo firmada hoje com a CDU de Angela Merkel.

 

O objectivo de Schulz passa por assumir a pasta dos Negócios Estrangeiros no novo Governo de Angela Merkel. "Vou lutar pela renovação da União Europeia", disse o antigo líder do Parlamento Europeu, que deixou este cargo para concorrer contra a chanceler alemã nas últimas legislativas.

 

Em declarações citadas pela Reuters, o ainda líder do SPD afirmou estar optimista com a votação do referendo do seu partido, que foi agendada para 4 de Março, e que é o último obstáculo à formação da coligação conhecida por "GroKo".

 

Schulz apontou já quem lhe deve substituir à frente do SPD, apontando o nome de Andrea Nahles, que é actualmente líder da bancada parlamentar do partido.

 

Além dos Negócios Estrangeiros, os sociais-democratas conseguiram ficar com algumas pastas importantes. É o caso das Finanças, que era uma das principais exigências, mas também o Trabalho.

 

O novo ministro das Finanças será Olaf Scholz, 59 anos, presidente da Câmara de Hamburgo desde Março de 2011. A Reuters, que cita esta informação, sublinha que o social-democrata tende a favorecer os gastos públicos em detrimento de uma política mais austera, o que "sugere que haverá uma mudança em relação às restritas políticas orçamentais" protagonizadas pelo antigo ministro Wolfgang Schäuble.

 

As eleições alemãs já foram há mais de quatro meses e a vencedora, Angela Merkel, tinha tido até agora dificuldade em encontrar um parceiro com o qual pudesse governar.

 

Num documento de 167 páginas e 14 capítulos que será a base da governação da maior economia europeia nos próximos quatro anos, um dos capítulos prioritários é o reforço da União Europeia. Algo que era exigido por Martin Schulz, que presidiu nos últimos anos ao Parlamento Europeu e que tinha na criação de uma espécie de Estados Unidos da Europa uma das principais bandeiras. O influente chefe de gabinete de Jean Claude Juncker, de origem alemã, já saudou essas várias referências ao bloco europeu, numa publicação feita nas redes sociais.




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