Finanças Públicas Schulz reitera oposição à aplicação de sanções a Portugal e Espanha

Schulz reitera oposição à aplicação de sanções a Portugal e Espanha

O presidente do Parlamento Europeu voltou a mostrar-se contra a aplicação de sanções a Lisboa e Madrid por défices excessivos. Para Martin Schulz, se é preciso promover o crescimento não faz sentido que se esteja a discutir a suspensão de fundos europeus a Portugal e Espanha.
Schulz reitera oposição à aplicação de sanções a Portugal e Espanha
Reuters
David Santiago 07 de Outubro de 2016 às 19:28

Não se pode dizer que é nova a posição de Martin Schulz, mas o presidente do Parlamento Europeu reiterou esta sexta-feira, 7 de Outubro, a sua oposição à possibilidade de a Comissão Europeia vir a determinar o congelamento parcial de fundos estruturais a Portugal e Espanha.

 

Depois de um encontro mantido hoje, em Madrid, com o primeiro-ministro espanhol ainda em funções, Mariano Rajoy, o político alemão lembrou que "temos países, tais como Espanha e Portugal, que precisam de crescimento, e o crescimento pode ser alcançado com mais investimentos, e os fundos estruturais europeus contribuem para [a captação] desses investimentos".

 

"Temos de perguntar-nos se faz algum sentido que num momento em que precisamos de crescimento fará sentido impor sanções através do congelamento desses fundos", prosseguiu o dirigente europeu citado pela agência Bloomberg.

 

O membro do Partido Socialista Europeu (PSE) referiu ainda que a instituição a que preside está nesta altura em conversações com a Comissão Europeia acerca desta questão, acrescentando que Lisboa e Madrid entrarão também, em breve, nestas negociações. "Depois veremos o resultado", atirou ladeado por Rajoy no Palácio da Moncloa.

 

Também o político espanhol e presidente do PP se mostrou contra a possibilidade de a instituição liderada por Jean-Claude Juncker suspender a transferência de fundos europeus, em 2017, para os países da Península Ibérica devido ao incumprimento das regras europeias relativas ao défice orçamental (que tem de ser inferior a 3% do PIB).

 

As palavras de Martin Schulz surgem depois de na passada segunda-feira ter sido discutida, no Parlamento Europeu, esta questão. No plenário europeu, Jyrki Katainen, vice-presidente da Comissão, e Corina Cretu, a responsável pela política regional, explicaram que tendo em conta as regras europeias a Comissão não dispõe de alternativas à suspensão dos fundos a Lisboa e Madrid, embora tenham assegurado que nenhum destes países ficaria a perder se cumprir as regras e atingir as metas acordadas com Bruxelas.

 

Já da parte da generalidade da maior parte dos deputados ouviram-se argumentos contra a aplicação de sanções. Em especial o de que seria contraproducente suspender os fundos porque isso iria precisamente dificultar a captação do investimento necessário ao crescimento económico.

 

Isso mesmo foi dito em Estocolmo pelo primeiro-ministro português, António Costa: "Seria contraproducente qualquer congelamento" dos fundos europeus, explicou lembrando precisamente a "dificuldade" do país para mobilizar investimento. Costa conclui dizendo que estes fundos são "essenciais para podermos crescer, criar emprego e garantir finanças públicas mais sólidas".




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comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas


PS . BE . PCP são uns PHILHOS DE PHU TA que xupam o sangue ao POVO...

para dar mais dinheiro e privilégios aos FP & CGA.

Anónimo Há 3 semanas

E bonito eu diria mesmo uma presuncao termos uma EU a uma so voz.

Emidio Jose Há 3 semanas

obvio, só não vê quem está com má fé

Johnny Nox Há 4 semanas

Um projecto de cooperação economia que se tornou uma instituição punitiva é um projecto falhado.

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