Economia Se a Grécia sair do euro, os bancos europeus estão preparados

Se a Grécia sair do euro, os bancos europeus estão preparados

"Chegámos a uma fase em que a saída da Grécia da Zona Euro pode acontecer sem grandes repercussões no resto da Europa". A garantia foi dada pelo presidente da Federação de Bancos da Europa.
Se a Grécia sair do euro, os bancos europeus estão preparados
Ana Luísa Marques 11 de maio de 2012 às 16:09
Christian Clausen (na foto) sublinha que a hipótese mais provável é que a Grécia permaneça no euro. No entanto, se isso não acontecer os bancos europeus estão preparados e não haverá "grandes repercussões no resto da Europa".

"Todos os bancos europeus irão preparar-se para a possibilidade da Grécia abandonar o euro", disse Clausen, acrescentando que é errado pensar que o abandono da Grécia vai ter impacto na economia ou nos bancos europeus.

O presidente da Federação de Bancos da Europa não acredita, no entanto, que a Grécia abandone a Zona Euro. "Considero que não é uma alternativa. Pode acontecer mas penso que não é uma opção real" disse Clausen numa entrevista concedida hoje em Copenhaga.

A mesma opinião é partilhada por Per Jansson, vice-governador do banco central da Suécia. "Espero e acredito que a Grécia vai permanecer no euro", disse Jansson numa entrevista concedida hoje em Estocolmo, citado pela Bloomberg.

Jansson é, no entanto, "muito cauteloso" face aos impactos de uma saída da Grécia da Zona Euro e recusa admitir que este processo seja "indolor" e "sem complicações". O responsável revelou que a possibilidade da Grécia abandonar o euro é um tema debatido pelos bancos centrais da Europa.




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Dumgrego 12.05.2012

Portugal deveria fazer o mesmo
O Euro esta a morrer

Salgueiro Maia 12.05.2012

"A Islândia foi especialmente atingida pela recessão de 2008 em curso tardia, devido à queda de seu sistema bancário e uma subsequente crise econômica. Antes da queda dos três maiores bancos da Islândia, Glitnir, Landsbanki e Kaupthing, a sua dívida combinada excedia aproximadamente seis vezes o produto interno bruto da nação de € 14 bilhões ($ 19 bilhões de dólares).[50][51] Em Outubro de 2008, o parlamento islandês passou a utilizar a legislação de emergência para minimizar o impacto da crise financeira. A Autoridade de Supervisão Financeira da Islândia utilizou uma permissão concedida pela legislação de emergência para assumir as operações domésticas dos três maiores bancos.[52] Funcionários do Banco Central Islandês, incluindo o governador Davíð Oddsson, afirmou que o Estado não tinha a intenção de assumir qualquer nenhuma dívidas ou ativos dos bancos estrangeiros. Em vez disso, novos bancos foram estabelecidas em torno do funcionamento interno dos bancos, e os antigos bancos serão executados em falência. A crise econômica islandesa tem sido um assunto de grande preocupação na mídia internacional.
Em 28 de outubro de 2008, o governo islandês levantou as taxas de juro para 18%, um movimento que foi obrigado, em parte pelas condições de aquisição de um empréstimo do FMI. Após a subida da taxa, a negociação sobre a coroa islandesa finalmente retomada no mercado aberto, com valor em cerca de 250 ISK por euro, menos de um terço do valor da taxa de câmbio 1:70 durante a maior parte de 2008, e uma queda significativa de 1:150 a troca da semana anterior. A Islândia recorreu aos países nórdicos para um adicional de € 4 mil milhões de euros em ajuda para evitar a continuação da crise.[53]
Em 26 de janeiro de 2009, o governo de coligação desabou devido à dissidência pública sobre a manipulação da crise financeira. Um novo governo de esquerda foi formado uma semana mais tarde e, imediatamente, começou a remoção do governador do Banco Central, Davíð Oddsson, e de seus assessores ao banco através de mudanças na lei. Oddsson foi retirado em 26 de Fevereiro de 2009.[54]
Nas eleições antecipadas de abril de 2009 saiu vencedora uma coalizão de esquerda que condenava o sistema econômico neoliberal, mas concordava em pagar a dívida de 3,5 bilhões de euros. Forte reação popular, porém, rejeitou o acordo. O presidente Olafur Ragnar Grimsson negou-se a ratificar a lei que tornava os cidadãos islandeses responsáveis pela dívida bancária contraída pelo setor privado e convocou um referendum. Realizada sob pressões dos governos da Grã-Bretanha e da Holanda, de banqueiros internacionais e do FMI, a consulta popular, em março de 2010, revelou 93% de votos contrários ao pagamento da dívida.
Em seguida, o governo iniciou investigações cíveis e criminais dos responsáveis pela crise financeira e a Interpol emitiu ordem de prisão para o ex-presidente de Kaupthing, Sigurdur Einarsson, além de outros banqueiros que fugiram do país. Decidiu-se escrever uma nova constituição nacional, com a colaboração virtual dos cidadãos. As reuniões dos constituintes foram transmitidas pela Internet e os islandeses puderam enviar seus comentários e sugestões ao documento."

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