Ambiente Seca: “Governo não permitiu que água faltasse em nenhuma torneira”

Seca: “Governo não permitiu que água faltasse em nenhuma torneira”

O ministro do Ambiente garantiu no Parlamento que “temos um ano de água em todas as albufeiras menos numa”. Matos Fernandes reconheceu a situação mais crítica da barragem de Fagilde mas disse ter planos B.
Seca: “Governo não permitiu que água faltasse em nenhuma torneira”
Miguel Baltazar/Negócios
Maria João Babo 08 de novembro de 2017 às 13:22

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, salientou esta quarta-feira no Parlamento que, relativamente à situação de seca que afecta o país, o Governo "respondeu sempre não permitindo que a água faltasse em nenhuma das torneiras".

Na audição no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2018, Matos Fernandes considerou "grave o momento que atravessamos", mas sublinhou que o Executivo "orgulha-se do que está a fazer e do que vai continuar a fazer", desde a redução da produção de energia eléctrica nas hidrícas, desde Maio, até ao reforço das reservas nas albufeiras e de sistemas de abastecimento, à abertura de vários furos no Alentejo, Beiras e Trás-os-Montes e à retirada de peixes.

O ministro sublinhou ainda a contratação de camiões cisterna para abastecer a região de Viseu, tendo em conta que a situação mais crítica é a da Barragem de Fagilde. 

Tendo em conta apenas as captações por águas superficiais, garantiu, "temos um ano de água em todas as albufeiras menos numa".

Relativamente à situação mais crítica, de Fagilde, Matos Fernandes sublinhou que as soluções – ou planos B - são várias, como é o caso da ligação de reforço a partir de outras albufeiras ao reservatório de Viseu. Está também desenhada, disse, a capacidade de levar de comboio do Entroncamento essa água ou a montagem da estação de tratamento de água (ETA) móvel para abastecimento.

"Estamos mesmo em cima do problema", garantiu o ministro, destacando o "sucesso" do que tem sido feita até à data.

Ainda assim, o governante considerou "imprescindível que consumamos menos água do que estamos habitados a consumir".




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