Ambiente Secretário de Estado: Comunidades têm de ser proactivas e não ficar "à espera que apareçam os nossos bombeiros"

Secretário de Estado: Comunidades têm de ser proactivas e não ficar "à espera que apareçam os nossos bombeiros"

"Os meios são finitos. (...) No dia de hoje, se tivéssemos 50 mil homens, tínhamos 50 mil homens mas havia localidades onde não se conseguia sequer chegar," defendeu Jorge Gomes, secretário de Estado da Administração Interna.
Secretário de Estado: Comunidades têm de ser proactivas e não ficar "à espera que apareçam os nossos bombeiros"
Paulo Zacarias Gomes 16 de outubro de 2017 às 00:41
O secretário de Estado da Administração Interna diz que é preciso tornar as comunidades mais resilientes e proactivas para que se possam autoproteger, uma vez que circunstâncias como as deste domingo impedem a actuação de bombeiros e meios aéreos.

"Têm de ser as próprias comunidades a serem proactivas e não ficarmos todos à espera que apareçam os nossos bombeiros ou que apareçam os aviões para nos resolver o problema. Nós temos de nos autoproteger, isso é fundamental," afirmou Jorge Gomes ao início da noite de domingo, 15 de Outubro, em declarações transmitidas pela SIC Notícias.

"Temos de começar, é um trabalho que iremos desenvolver com certeza para o futuro, que é trabalhar com as comunidades, para tornar as nossas comunidades mais resilientes e também a saberem como se comportar em situações como as que estamos a viver hoje", acrescentou.

De acordo com o governante, mesmo que tivesse sido feito um reforço ainda maior do dispositivo de combate aos incêndios no início da semana (foram acrescentados mil operacionais "porque entendemos que a semana ia ser difícil"), as condições deste domingo não permitiriam que todos actuassem e chegassem aos locais afectados.

"Porque os meios são finitos," argumentou, "no dia de hoje, se tivéssemos 50 mil homens, tínhamos 50 mil homens mas havia localidades onde não se conseguia sequer chegar. (…) Nós tínhamos os meios aéreos que não puderam actuar em quase teatro nenhum de operações, porque as colunas de fumo não o permitiram," afirmou referindo-se às condições deste domingo.

Naquele que já foi considerado pela Protecção Civil o pior dia deste ano em matéria de incêndios, há mais de 30 ocorrências de "grande complexidade" continuam hoje à noite activas no país e estão a ser combatidas por mais de 6.000 operacionais, apoiados por 1.600 viaturas, segundo a Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC).

Em resultado dos incêndios já morreram três pessoas - duas em Penacova e uma na Sertã - e há pelo menos 25 feridos.



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