Américas Secretário do Tesouro dos EUA alerta Trump para risco de aumento de défice orçamental

Secretário do Tesouro dos EUA alerta Trump para risco de aumento de défice orçamental

Os planos de redução de impostos e de aumento de despesa em infraestruturas públicas, anunciados por Trump durante a campanha irão, para Jacob Lew, agravar o défice.
Secretário do Tesouro dos EUA alerta Trump para risco de aumento de défice orçamental
Lusa 21 de Dezembro de 2016 às 07:10

O secretário norte-americano do Tesouro, Jacob Lew, alertou hoje o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, para o risco de crescimento do défice orçamental, se avançar com a promessa de descida de impostos e de aumento de despesa.

 

"O único modo [de controlar o aumento do défice] é reduzir a despesa e aumentar os impostos", disse Lew numa entrevista ao canal de televisão Fox, durante a qual advertiu que as medidas anunciadas por Trump iriam pôr em risco os programas de assistência médica e alimentar, às populações mais necessitadas.

 

O défice orçamental aumentou para perto de 587 mil milhões de dólares (cerca de 561 mil milhões de euros), nos Estados Unidos, no ano fiscal que encerrou a 30 de Setembro, atingindo os 3,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), situando-se acima dos 2,5 por cento registados em período homólogo, no ano anterior.

 

A Comité Orçamental do Congresso (CBO, na sigla em inglês) prevê que o défice orçamental possa regressar à casa dos milhões de milhões de dólares, em 2022, apenas com o aumento dos encargos em reformas e pensões, decorrentes do envelhecimento da população.

 

Esta estimativa não conta ainda com os planos de redução de impostos e de aumento de despesa em infraestruturas públicas, anunciados por Trump, durante a campanha, o que, para Lew, irá agravar o défice.

 

Em 2009, em plena crise financeira, o défice orçamental norte-americano ultrapassou os 11 por cento do PIB, atingindo os 3,6 milhões de milhões de dólares.

 

O ambiente em Washington não se vai centrar tanto no risco de ruptura das contas públicas, ao longo dos próximos anos, apesar de ser "verdadeiramente importante mantê-lo vigiado", advertiu Lew durante a entrevista, numa referência à equipa económica de Trump e ao Congresso, controlado pelos republicanos, tanto no Senado como na Câmara dos Representantes.




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