Finanças Públicas Sector público leva endividamento da economia portuguesa a novo recorde

Sector público leva endividamento da economia portuguesa a novo recorde

Depois do recuo em Julho, Agosto voltou a ser um mês em que o endividamento da economia nacional se fixou em máximos. O indicador, que se fixou em 723 mil milhões, já aumentou mil milhões este ano.
Sector público leva endividamento da economia portuguesa a novo recorde
Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro 20 de outubro de 2017 às 12:03

O endividamento da economia portuguesa fixou um novo recorde em Agosto. O sector público foi o responsável. O endividamento do sector não financeiro (que exclui os bancos portugueses) situou-se em 723,3 mil milhões de euros no mês do Verão, o que representa um agravamento face aos 721,8 mil milhões de euros do mês anterior.

 

"Em Agosto de 2017, o endividamento do sector não financeiro situou-se em 723,3 mil milhões de euros, dos quais 319,2 mil milhões respeitavam ao sector público e 404,1 mil milhões ao sector privado", indica o comunicado do Banco de Portugal divulgado esta sexta-feira, 20 de Outubro. Em Agosto de 2016, era de 713,9 mil milhões. 

 

Para justificar este agravamento mensal do indicador do endividamento da economia portuguesa conta-se, sobretudo, o sector público, cujo endividamento avançou 2,4 mil milhões de euros num dos meses que antecipou as eleições autárquicas. "O acréscimo do endividamento do sector público reflecte o aumento do financiamento concedido pelas administrações públicas, particulares e sector financeiro, aumento esse parcialmente compensado pelo decréscimo do financiamento externo", explica o regulador presidido por Carlos Costa

 

Já no campo do sector privado, as empresas diminuíram o valor dos financiamentos pedidos em 900 milhões de euros. "A evolução do endividamento do sector privado deveu-se, sobretudo, ao decréscimo do endividamento das empresas junto do sector financeiro e do exterior", justifica também o regulador no comunicado.

 

Os números revelados pelo Banco de Portugal ajustam os dados anteriormente publicados, pelo que o endividamento não financeiro, mesmo aumentando em Agosto, é inferior ao estimado nos meses anteriores

 

Só houve um mês de alívio do endividamento

 

Com o aumento de Agosto, há então um novo recorde no endividamento da economia portuguesa, ou seja, o que o sector público não financeiro, as empresas e os particulares pedem às administrações públicas, ao sector financeiro, a empresas, a particulares ou o financiamento vindo do exterior.

 

O indicador tem vindo a subir em 2017, excepto entre Junho e Julho, quando houve uma descida. Em Janeiro, o endividamento situava-se em 712 mil milhões de euros. Subiu mais de 10 mil milhões em oito meses. Desde Março de 2012 que não desce dos 700 mil milhões de euros. 

O dado do endividamento do sector não financeiro nacional junta os passivos das sociedades não financeiras (empresas), das administrações públicas e dos particulares sob a forma de empréstimos, títulos de dívida ou créditos comerciais.

(Notícia actualizada às 12:25 com mais informações)




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comentários mais recentes
JOSE Há 4 semanas

Agora, para os apaniguados do Costa, as Agências de rating já contam! Olha, como te topo, lorpa!

O papao da DP serve apenas para Há 4 semanas

alarmar os que nada percebem de finanças, e de arma politica para a oposição. É fácil desmontar essa habilidade saloia. As agencias de rating, o abaixamento da nossas taxas de juro, facilidade de compra do dinheiro com ofertas muito superiores ao que pedimos, desmente diariamente esta nojenta campa

Anónimo Há 4 semanas

Nada que o António e o Centeno não resolvam. Estes são muito habilidosos. Aguenta zé povinho...

surpreso Há 4 semanas

QUE INTERESSA? O PR TEM MAIS QUE FAZER: BEIJAR VELHINHAS

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