Seguro acusa Marcelo de "ataque vil e miserável"
03 Abril 2012, 01:16 por Lusa
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Secretário-geral do PS não esclarece se directas serão antes ou depois das autárquicas.
O secretário-geral do PS escusou-se hoje a esclarecer se as eleições directas do próximo ano serão antes ou depois das autárquicas e acusou Marcelo Rebelo de Sousa de lhe desferir um ataque "vil e miserável", "fundado em mentiras".

Em entrevista à TVI, António José Seguro não esclareceu se as próximas eleições directas para a liderança do PS, que se realizarão em 2013, decorrerão antes ou depois das eleições autárquicas, afirmando que isso será ainda "avaliado".

"Isso será avaliado em termos políticos, em termos daquilo que é o melhor interesse para o partido, em termos do objectivo eleitoral autárquico", afirmou, referindo que "essas directas decorrerão dois anos após a realização" do último congresso do PS (em Setembro de 2011) e da sua eleição (em Julho do mesmo ano).

Seguro sublinhou que as eleições directas "nunca estiveram previstas para Janeiro, nem no início de 2013" e que o seu mandato é de dois anos e os novos estatutos "não mudam" o seu mandato.

A altura da realização das eleições directas no partido foi uma das "falsidades" apontadas pelo líder do PS ao comentador e antigo presidente do PSD Marcelo Rebelo de Sousa, que no domingo, no seu comentário semanal na TVI, acusou Seguro de promover uma "golpaça" com a revisão dos estatutos do PS.

Segundo Marcelo, o 'timing' das directas no PS faria parte dessa "golpaça" pois condicionaria uma eventual candidatura do autarca de Lisboa, António Costa, à liderança do PS.

Seguro argumentou também que, ao contrário do que sugeriu Marcelo Rebelo de Sousa, a Comissão Nacional estava mandatada para alterar os estatutos e leu uma passagem da moção com que foi eleito líder em que tal é referido, acrescentando ainda ter havido um "debate amplo e nacional", envolvendo "milhares de militantes e muitos independentes", recusando, assim, a ideia de uma "golpaça de véspera" ou "truque de secretaria".

"Toda a gente no Partido Socialista sabia que isto estava a ocorrer. Há textos públicos. Só uma pessoa de ma fé poderá dizer o contrário", afirmou.

Segundo Seguro, a Comissão nacional "não só estava legitimada como estava obrigada" a fazer aquela revisão estatutária.

Outra das "falsidades" apontadas por Seguro à argumentação de Marcelo tem a ver com a escolha dos candidatos a deputados através de "primárias" de militantes, mas não por "um método maioritário", em que a lista vencedora consegue todos os candidatos, mas, sim, mediante um "método proporcional".

O líder do PS disse lamentar ter que usar tempo em televisão para "falar de coisas que dizem pouco aos portugueses", mas considerou que estava em causa a sua "dignidade pessoal ", depois de ter sido "vítima de um ataque vil, miserável, fundado em mentiras".

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