O líder do PS, António José Seguro, lamentou hoje o "terceiro aumento" dos preços da electricidade "no prazo de um ano", considerando que "as pessoas já não aguentam mais".

“É o terceiro aumento no prazo de um ano e tem forte impacto na bolsa dos portugueses e também nos custos das empresas. As pessoas já não aguentam mais”, disse o secretário-geral socialista, em declarações aos jornalistas em Lisboa, à margem da conferência “Energia e Agricultura: dois eixos estratégicos para Portugal”, organizada pelo Laboratório de Ideias e Projectos para Portugal (LIPP, promovido pelo PS).
Seguro destacou que o PS tem apresentado propostas na
Assembleia da República com vista a diminuir a factura da luz e do gás, que “infelizmente o Governo chumba”.
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) decidiu aumentar em dois por cento as tarifas de
electricidade para consumidores com potências contratadas iguais ou superiores a 10,35 kVA para os quais a tarifa regulada acaba a 1 de Julho.
“Da apreciação das condições do mercado de
energia eléctrica, actualizam-se os preços de energia eléctrica considerados nas tarifas de venda a clientes finais em baixa tensão normal para potências contratadas superiores ou iguais a 10,35 kVA, através de uma variação tarifária de dois por cento”, anunciou na sexta-feira o regulador do mercado.
Os consumidores com potências contratadas superiores ou iguais a 10,35 kVA, fundamentalmente empresas, mas também famílias com consumos mais elevados, deixam a 1 de Julho as tarifas reguladas, passando a ser aplicadas tarifas transitórias, no âmbito da liberalização do mercado de electricidade.
A decisão de acabar com as tarifas reguladas, decorrente do acordo assinado com a 'troika', está inserida numa política de liberalização do mercado da energia e que coloca fim ao 'monopólio' da
EDP e da Galp como únicas empresas a que se possa recorrer em matéria de fornecimento de electricidade e de gás.