Economia Seguro: PS já se sentiu mais vinculado ao memorando da troika

Seguro: PS já se sentiu mais vinculado ao memorando da troika

O secretário-geral do PS afirmou hoje que Governo e "troika" estão do mesmo lado e advertiu que os socialistas já se sentiram mais vinculados ao memorando de ajuda externa do que actualmente, devido às suas actualizações.
Lusa 10 de maio de 2012 às 22:58
Em entrevista à TVI, António José Seguro acentuou que desde o início se confrontou com aspectos do memorando da "troika" (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia) com que nunca concordou, adiantando que também tem discordado "de muitas das actualizações que este Governo tem vindo a fazer sem respeitar as opiniões do PS".

"Este memorando, no que diz respeito ao seu conteúdo, já foi um memorando em que nós estivemos mais vinculados do que estamos actualmente", frisou Seguro, embora se tenha demarcado da sugestão do ex-Presidente da República Mário Soares para que o PS rompa com o memorando da "troika".

Interrogado se concordava com Mário Soares, Seguro começou por salientar "a sua enorme consideração, estima e respeito" em relação ao fundador do seu partido.

"Nesse ponto concreto não acompanho a posição do dr. Mário Soares. Agora, a entrevista de Mário Soares vale muito pelo que disse ao longo dessa entrevista. Há uma convergência de pontos de vista quanto à receita para sairmos da crise: O emprego e o crescimento", acrescentou.

Em relação à linha seguida pelo Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional (FMI) e Comissão Europeia face a Portugal, António José Seguro considerou que governo e "troika estão do mesmo lado".

"Eu pergunto: A receita que tem sido aplicada vai conduzir-nos a quê? Tenho um caminho alternativo face ao do dr. Passos Coelho - e esse caminho alternativo é que é da minha responsabilidade", disse.

Questionado se o acordo com a troika não tivesse sido assinado pelo anterior Governo socialista qual seria actualmente a posição política do PS, António José Seguro deu a seguinte resposta: "Se não tivesse sido um Governo do PS [a assinar o acordo com a troika], obviamente que eu estava liberto desse compromisso".

"Mas o meu sentido de responsabilidade e de defesa do interesse nacional naturalmente que me faria olhar para o documento que tinha sido assinado e, em função do conteúdo, decidiria. Eu estou agarrado ao compromisso em nome do interesse nacional", completou ainda, depois de interrogado se só estava "agarrado" ao memorando por causa da assinatura do ex-primeiro-ministro José Sócrates.

Nesta entrevista, António José Seguro anunciou ainda que o PS apresentará no Parlamento um projecto de resolução sobre o Documento de Estratégia Orçamental do Governo.

Segundo o secretário-geral do PS, o projecto de resolução apresentará a visão deste partido no que respeita às soluções para a crise, tendo como prioridades propostas para o emprego e o crescimento.

"A maioria [PSD/CDS] tem a faca e o queijo na mão. Se entender, chumba. O PS não definirá o seu sentido de voto em função de outros partidos. O que para nós é essencial é que se perceba que há dois caminhos alternativos em Portugal: Um do Governo, da austeridade pela austeridade; outro do PS, que entende que as soluções passam pelo emprego e crescimento", sustentou.




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comentários mais recentes
Manuel Pinto 11.05.2012

Cá está, mais um da ninhada de Abril, ansioso por saltar para o poleiro, para nos dar a música, que temporàriamente, canta em Paris... é só esperar mais uma "pitadinha"-

Amélia 11.05.2012

Parabéns sr.Xico pelo seu comentário. Infelizmente a sua provisão parece-me correta.

Anónimo 11.05.2012

...será que a amnseia é tanta que se esqueceram que foram eles que nos levaram a actual situação e assinaram o memorando?...

...será que a vontade de se "diferenciar" em termos po´líticos é tanta que acham que os portugueses são parvos ou amnésicos?

Tenham juizo...e já agora vistam as "pantufas" ao Marocas....

Filomena 11.05.2012

Qualquer dia vamos ter mais um divorcio litigioso. Os filhos, isto é, o povo que se lixe. Cada vez acredito menos nos politicos.

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