Economia Seis militares da Força Aérea suspeitos de corrupção ficaram em prisão preventiva

Seis militares da Força Aérea suspeitos de corrupção ficaram em prisão preventiva

Os seis militares detidos por suspeita de corrupção passiva, falsificação de documentos e associação criminosa num processo relacionado com o fornecimento de bens alimentares à Força Aérea ficaram este sábado em prisão preventiva.
Seis militares da Força Aérea suspeitos de corrupção ficaram em prisão preventiva
Mariline Alves
Lusa 05 de Novembro de 2016 às 20:04

Segundo informação prestada pelo tribunal de instrução, os militares ficaram sujeitos a prisão preventiva e a termo de identidade e residência depois de o juiz considerar que se verificavam os perigos de "perturbação do decurso do inquérito e de continuação da actividade criminosa".

 

Na quinta-feira, a Polícia Judiciária (PJ) esclareceu que a actividade criminosa consistia na facturação de géneros alimentícios fornecidos à Força Aérea por um valor muito superior ao dos bens efectivamente fornecidos, sendo a diferença posteriormente distribuída, entre as empresas fornecedoras e os militares envolvidos neste esquema.

 

O esquema fraudulento, ainda de acordo com a PJ, pode ter lesado o Estado em cerca de 10 milhões de euros.

 

A investigação, dirigida pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa e executada pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ, envolveu 180 buscas em simultâneo em 12 bases militares, em 15 empresas e em diversos domicílios, tendo sido apreendidas elevadas quantias em dinheiro, que os investigadores presumem ser o produto da prática dos crimes.

 

Na Operação Zeus, desencadeada depois de um ano e meio de uma complexa investigação, participaram cerca de 330 investigadores e peritos da PJ, acompanhados por cerca de 40 elementos da Polícia Judiciária Militar, bem como de 27 magistrados do Ministério Público.

 

A Polícia Judiciária revelou que, desde o início da investigação, teve a colaboração, ao mais alto nível, da Força Aérea.




A sua opinião5
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Carago descobriram a polvora Há 4 dias

So 6... e cadê dos oitros! Desde os têmpos da coboiada das Africas que os ladroes estao com a teta na bocarra. Tenho na Minha Familia um chamado vago-mestre, que ficou rico de tanto roubo. E sao os todos, mas nada disto vira a publico ja conhecemos os artistas dos Juizes de mao estendida+ ciganos.

Filipe Há 5 dias

Isto está mesmo entranhado. Esta chica espertice nacional, esta mentalidade saloia do desenrascanço. Por vezes vejo muita gente comentar e falar dos politicos, etc, etc. Se fizessem investigações a fundo na saúde, na educação, nas forças armadas, na administração interna, no emprego e seg. Social...

Anónimo Há 5 dias

E de quem e a culpa:como e possivel o pais este ano arder de les a les e as forcas armadas a fazer para alem do que vem agora a tona estarem nos quarteis a sacudir a minhoca.Qualquer dia os tectos dos tribunais vao ser levados ao ar com o avolumar de tanto crime que nao vai alem dos banhos maria.

Desanimado Há 5 dias

...e se passarem pela GNR é provável que encontrem também umas gamelas tendo em conta que é tutela por militares.

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub