Justiça Semana decisiva nas investigações a Sócrates

Semana decisiva nas investigações a Sócrates

O Ministério Público tem, até ao momento, até 17 de Março, sexta-feira para arquivar as investigações a José Sócrates ou para acusá-lo. Para isso volta a ouvi-lo, enquanto principal suspeito na Operação Marquês, esta segunda-feira.
Semana decisiva nas investigações a Sócrates
Negócios 13 de março de 2017 às 08:30

Entrando na última semana que o actual prazo indica para concluir as investigações da Operação Marquês, o Ministério Público voltou a chamar o ex-primeiro-ministro José Sócrates para novo interrogatório. Esta segunda-feira, Sócrates regressará ao DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal) para ser novamente questionado e confrontado com o que o Ministério Público acredita serem novos indícios no processo Operação Marquês.

Este caso está, agora, segundo tem sido noticiado, numa fase avançada, com os novos rastos do dinheiro e que incluíram uma terceira via neste processo: a de que a PT também teria servido para Sócrates alegadamente receber dinheiro em troca de favores, neste caso, por parte de Ricardo Salgado.

Com isso, o processo Marquês fica com, pelo menos, três ramificações. A primeira que diz respeito aos alegados recebimentos para favorecimento do grupo Lena; a segunda que levou o caso até Vale do Lobo, o que, aliás, motivou a constituição de arguidos de pessoas como Armando Vara, Diogo Gaspar Ferreira e Rui Horta e Costa; e a terceira relacionada com a PT, que trouxe ao processo arguidos como Ricardo Salgado, Zeinal Bava e Henrique Granadeiro.

José Sócrates volta assim a ser ouvido, depois de na sexta-feira ter também voltado ao DCIAP Carlos Santos Silva. "Estão, ainda, previstos interrogatórios de outros arguidos no decurso da próxima semana", adiantou a PGR, num esclarecimento enviado à agência Lusa.

Este é um processo que já tem 25 arguidos,  sendo 19 pessoas e seis empresas, quatro do Grupo Lena. O Ministério Público tem, para já, até 17 de Março, sexta-feira, para deduzir acusação ou arquivar o processo.

Sócrates foi detido em Novembro de 2014 e esteve preso preventivamente dez meses, cumprindo mandato de prisão domiciliária por mais um mês. A investigação continuou a decorrer, o que já levou o ex-primeiro-ministro a processar o Estado pela demora do caso. "Se o Estado não acusa, acuso eu", declarou na conferência de imprensa onde revelou que iria processar o Estado, onde também declarou que "manter o inquérito aberto ao fim 42 meses é uma violação escandalosa da lei e um abuso inaceitável por parte dos poderes do Estado", afirmou, dizendo que há o "direito de não ser considerado suspeito toda a vida". 




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comentários mais recentes
MUITAS DUVIDAS TEM O POVO 13.03.2017

O povo pensa que Sócrates foi preso para ele não se candidatar a PR e sabotar as legislativas . Diziam que havia provas Afinal não havia nada. Havia sim suspeitas. Suspeitas FUNDADAS tem o povo de muitos políticos e não são investigados. Não sou PS, mas tem que haver muito cuidado na acusação.

Anónimo 13.03.2017

Não sei se Sócrates é ou não culpado, mas se o for que seja castigado severamente. Mas tudo isto é um pouco estranho. Creio que houve demasiada pressa e ansiedade em prender e "amachucar" Sócrates, só porque sim. Afinal o MP parece que andou aos "bonés" até ao interrogatório do Angolano.

campones 13.03.2017

Então os PROCURADEIROS VODALHOS, quando o prenderam não tinham já todas as provas consolidadas???

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