Segurança Social Silva Peneda diz que votação contra TSU "fere gravemente a identidade do PSD"

Silva Peneda diz que votação contra TSU "fere gravemente a identidade do PSD"

O ex-presidente do Conselho Económico e Social, Silva Peneda, considera que a decisão do PSD de votar contra a taxa social única "fere gravemente a identidade" do partido e pede a Passos Coelho para mudar de opinião.
Silva Peneda diz que votação contra TSU "fere gravemente a identidade do PSD"
Lusa 18 de janeiro de 2017 às 07:49
Numa carta aberta a Pedro Passos Coelho divulgada hoje no jornal Diário de Notícias, José Silva Peneda disse que a decisão de que o grupo parlamentar do PSD votará contra um dos pontos do acordo celebrado em sede de concertação social "fere muito gravemente a identidade do PSD e atenta contra o seu património".

"Ora, é sabido que quando se começa a alienar património, normalmente o que se segue é a falência. Qualquer força política só tem credibilidade se for capaz de se apresentar na base de um conjunto de valores coerentes entre si e que a diferencia de todas as outras", sublinhou.

O Presidente da República promulgou na terça-feira o decreto-lei do Governo que estabelece uma descida em 1,25 pontos percentuais da taxa social única (TSU) paga pelos empregadores, como medida excepcional de apoio ao emprego.

A descida da TSU está contudo em risco, porque Bloco de Esquerda e PCP prometeram requerer a sua apreciação parlamentar, para a revogar, e o PSD anunciou que, nesse caso, também votará contra a medida.

Na carta hoje publicada no Diário de Notícias, Silva Peneda lembra que o PSD "nasceu em condições muito difíceis, sem beneficiar de apoios internacionais, e cresceu com base num entusiástico apoio popular, muito assente nas classes médias e em muitos portugueses do meio rural".

De acordo com o ex-conselheiro especial do presidente da Comissão Europeia, o luxemburguês Jean Claude Juncker, a concertação social é, por isso, um património do PSD, e prova disso tem sido o papel dos seus governos no desenvolvimento dessa plataforma de entendimento.

"Sobre o recente acordo de concertação, aceito o facto de o Governo ter agido com ligeireza, não cuidando de assegurar que dispunha de todas as condições para assinar o acordo. Também aceito que se possa discordar da solução, relativamente ao desconto da taxa social única para os beneficiários do salário mínimo, muito embora eu próprio, como titular da área social em dois governos de Cavaco Silva tenha adoptado soluções idênticas para ajudar a atenuar problemas relacionados com grupos sociais mais desfavorecidos", disse.

No entanto, Silva Peneda, salienta ter "muita dificuldade em aceitar que, de forma directa e objectiva, o partido vote ao lado de forças políticas que nunca valorizaram a concertação social, nem o diálogo entre as partes, porque sempre tiveram uma concepção totalitária de exercício do poder".

No entender do ex-presidente do CES a decisão anunciada por Pedro Passos Coelho criará [no PSD] "uma rotura nas suas bases identitárias e atentará contra o seu próprio património político e contra muito dos seus tradicionais apoiantes".

"É em nome desta componente ideológica e de toda uma coerente prática passada, baseada em valores que identificam o PSD como o partido português autenticamente social-democrata, que apelo a V. Ex.ª para que mude de opinião", concluiu.

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comentários mais recentes
L 18.01.2017

Ó Ricardo! O Sr é mesmo "Penedo"

Então? 18.01.2017

O costa, quando usurpou o cadeirão, escolheu os seus parceiros. Não foi obrigado. Quando fez esta kagada, sabia que eles não iam alinhar, mas mesmo assim foi adiante à espera de uma muleta. O ovo não estava no sitio. Azar. Pedro terá muitos defeitos mas não é parvo, Agora, que limpe o ku sosisinho

Micro empresario 18.01.2017

O dr Passos Coelho não deve continuar à frente do PSD Em politica os lugares são efemeros. Quem ganha continua. Quem perde sai, dando lugar a um potencial vencedor Passos Coelho está na fase de perdedor,logo tem que sair O PSD não pode ficar refem de Passos Coelho Claro que os socialistas elogiam-no

Micro empresario 18.01.2017

Não percebo a postura do dr Passos Coelho Os pequenos, micro empresarios e seus familiares são a base do PSD Quando Passos Coelho vota contra os interesses dos seus simpatizantes e militantes está a cometer um grave erro Passos Coelho está a prejudicar imenso o PSD.

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