Europa Sistema financeiro espanhol une-se para afirmar compromisso com a Constituição

Sistema financeiro espanhol une-se para afirmar compromisso com a Constituição

Os bancos e caixas de aforro uniram-se, num comunicado conjunto, para declarar apoio à Constituição. Sem referir o artigo 155.º, reafirmam a importância de um esforço colectivo.
Sistema financeiro espanhol une-se para afirmar compromisso com a Constituição
Reuters
Alexandra Machado 29 de outubro de 2017 às 18:16

O governo de Mariano Rajoy conseguiu um aliado forte na defesa da aplicação do artigo 155.º da Constituição, que retira a autonomia à Catalunha. A Associação Espanhola de Banca (AEB) e a Confederação Espanhola das Caixas de Aforro (CECA), que representam o conjunto do sistema financeiro, manifestaram o seu "compromisso com a Constituição e com a legalidade vigente".

 

Em comunicado, as associações revelaram "plena confiança na capacidade desse marco jurídico para resolver a situação provocada pela declaração na passada sexta-feira, 27 de Outubro, pelo Parlamento da Catalunha".

Esta colaboração entre todas as entidades financeiras é um apoio relevante para Rajoy.


E afirmam que as suas instituições estão sujeitas à regulação espanhola e europeia, assim como à supervisão do Banco de Espanha e do Banco Central Europeu. Dizem-se comprometidas com o cumprimento das leis que emanam do quadro constitucional. "Fazer parte da União Bancária permite-nos cumprir com a nossa missão principal, que é proteger e gerir as poupanças dos depositantes e financiar o crescimento". Houve já bancos que mudaram a sua sede da Catalunha para outras regiões. Foi o caso, por exemplo, do Sabadell e do CaixaBank, que mudaram a sede social para Valência.

 

O El Mundo garante que ambas as associações acordaram não reconhecer a declaração de independência. Ainda que no comunicado não se aborde o artigo 155.º. Fala-se, no entanto, que "o melhor caminho para consolidar a recuperação da economia e emprego na Catalunha e no resto de Espanha é continuando o esforço colectivo que, a partir da Constituição e do Estatuto de Autonomia, tornou possível a nossa convivência na liberdade, a presença de Espanha na Europa e a maior etapa de progresso económico e social da nossa história comum".

 

O presidente de la CECA é Isidro Fainé, presidente da Fundação La Caixa. A AEB é dirigida por José María Roldán.

 

Já em carta anterior, de 18 de Setembro de 2015, antes das eleições regionais na Catalunha, os bancos chamaram a atenção para os riscos para a estabilidade financeira de qualquer decisão política que interrompesse a legalidade vigente e levasse à exclusão da União Europeia e do euro de uma parte de Espanha. 




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mais votado JCG Há 3 semanas

Coisa patética, mas perigosa. Esses tipos mandam - efectivamente - no mundo (os governos não passam de bandos de jagunços ao seu serviço) e nem escondem. Registe-se a manifestação de soberba e arrogância. Quanto ao problema em si, acho que o governo de Espanha só tem que acatar a vontade dos catalães. No máximo exija uma maioria de 2 terços para se efectuar o divórcio. E deixem-nos fazer um referendo livremente e devidamente auditado.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Esta notícia sobre os bancos espanhóis é tanto mais surpreendente porque todos sabemos que o sistema financeiro é dos setores mais revolucionários que se pode imaginar. ahahahah logo estes haviam de apoiar uma revolução...

JCG Há 3 semanas

Coisa patética, mas perigosa. Esses tipos mandam - efectivamente - no mundo (os governos não passam de bandos de jagunços ao seu serviço) e nem escondem. Registe-se a manifestação de soberba e arrogância. Quanto ao problema em si, acho que o governo de Espanha só tem que acatar a vontade dos catalães. No máximo exija uma maioria de 2 terços para se efectuar o divórcio. E deixem-nos fazer um referendo livremente e devidamente auditado.