Política "Situação preocupante dos CTT" levada pelo BE ao debate quinzenal com Costa no parlamento

"Situação preocupante dos CTT" levada pelo BE ao debate quinzenal com Costa no parlamento

No debate quinzenal de hoje - o último deste ano, antes da interrupção para o período de Natal dos trabalhos do parlamento - cabe ao BE fazer a abertura, seguindo-se o PSD, o PS, o CDS-PP, o PCP, o PEV e o PAN e tendo o primeiro-ministro tempo de resposta para cada um dos partidos.
"Situação preocupante dos CTT" levada pelo BE ao debate quinzenal com Costa no parlamento
Pedro Elias
Lusa 20 de dezembro de 2017 às 08:00

O último debate quinzenal deste ano com o primeiro-ministro, António Costa, realiza-se hoje, estando a abertura a cargo do BE, que vai levar ao parlamento a "situação preocupante dos CTT", que prevê reduzir 800 trabalhadores em três anos.

 

Em antecipação à agência Lusa, fonte oficial do BE justificou que "à degradação do serviço prestado junta-se agora o anúncio de encerramento de lojas e balcões, venda de património e despedimento de mil trabalhadores até 2020 sem que se conheça o instrumento legal que a empresa pretende utilizar para o efeito".

 

"Esta é uma situação preocupante e confirma a urgência do resgate dos CTT para a esfera pública", acrescentou a mesma fonte.

 

No debate quinzenal de hoje - o último deste ano, antes da interrupção para o período de Natal dos trabalhos do parlamento - cabe ao BE fazer a abertura, seguindo-se o PSD, o PS, o CDS-PP, o PCP, o PEV e o PAN e tendo o primeiro-ministro tempo de resposta para cada um dos partidos.

 

Os CTT prevêem reduzir cerca de 800 pessoas nas operações da empresa ao longo de três anos, devido à queda do tráfego do correio, de acordo com o Plano de Transformação Operacional hoje divulgado, que estabelece ainda a redução de 25% da remuneração fixa do presidente do Conselho de Administração, António Gomes Mota, e do presidente executivo, Francisco de Lacerda.

 

A polémica em torno da Raríssimas deverá ser um dos temas levados ao debate quinzenal pelos partidos da oposição, uma vez que depois da audição parlamentar de segunda-feira do ministro da Segurança Social, Vieira da Silva, o CDS-PP considera que não foram cabalmente esclarecidas algumas questões.

 

A pedido do PS, o ministro da tutela foi ouvido no parlamento a propósito da polémica em torno da Raríssimas - Associação Nacional de Doenças Mentais e Raras, que já levou à demissão do então secretário de Estado da Saúde Manuel Delgado e da presidente da instituição Paula Brito e Costa.

 

Em Bruxelas, a semana passada, António Costa escusou-se a comentar suspeitas sobre um eventual favorecimento político na atribuição de subsídios à Raríssimas, alegando então não ter "nenhum indício" nesse sentido, tendo manifestado "total confiança política" em Vieira da Silva.

 

Será ainda expectável que a notícia conhecida na sexta-feira de que a agência de notação financeira Fitch retirou Portugal do 'lixo' e melhorou em dois patamares o 'rating' atribuído à dívida pública portuguesa seja levada ao debate pelos socialistas.

 

BE e PCP, partidos que apoiam parlamentarmente o Governo socialista, já desvalorizam esta decisão, tendo os bloquistas considerado que Portugal "não precisa de pancadinhas nas costas" das instituições europeias e das agências de 'rating' e os comunistas defendido que as agências de notação financeira "não são rigorosas", e, se o país está a crescer, é graças ao povo.

 




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comentários mais recentes
Mr.Tuga Há 2 dias

A NULIDADE do BErloque em vez de trabalhar e se preocupar com a TRAMPA de sempre (FP e seus DIREITOS adquiridos) a atrapalhar as empresas privadas....
Não tarda, como represália, lançam uma taxa ou impostos sobre os CTT, não?!