Política Siza Vieira diz que entra para um "Governo fragilizado"

Siza Vieira diz que entra para um "Governo fragilizado"

Em declarações ao Eco, o recém-nomeado ministro-Adjunto do primeiro-ministro considera que nesta altura "temos um Governo fragilizado" e revela que o convite feito por António Costa surgiu à última hora, não lhe permitindo sequer pensar em quem serão os seus secretários de Estado.
Siza Vieira diz que entra para um "Governo fragilizado"
Bruno Simão
Negócios 19 de outubro de 2017 às 13:47

O próximo ministro-Adjunto do primeiro-ministro afirmou, em declarações ao jornal Eco, que vai integrar um "Governo fragilizado" e mostrou-se "motivado" para o novo desafio. O advogado Pedro Siza Vieira, sócio da firma de advogados Linklaters, revela ainda ter tido pouco tempo para pensar no convite feito pelo seu amigo e colega de faculdade, António Costa.

 

"Temos um país devastado, o Estado falhou e temos um Governo fragilizado. Só aceitaria este cargo estando motivado. Por isso claro que estou motivado", disse Siza Vieira que ontem foi escolhido como substituto de Eduardo Cabrita na função de braço-direito do primeiro-ministro na orgânica governativa. Já Cabrita transita para a pasta da Administração Interna, até aqui detida por Constança Urbano de Sousa.

 

Depois de "30 anos a servir os meus clientes, agora vou servir o meu país", disse o advogado de 52 anos de idade que toma posse como ministro-Adjunto de Costa no próximo sábado, às 09:00, participando já como governante no Conselho de Ministros extraordinário agendado para o mesmo dia e que irá analisar a questão dos incêndios.

 

Siza Vieira confirma ainda que o convite feito por António Costa surgiu em cima da hora, com o primeiro-ministro a reagir ainda ontem à exigência feita na terça-feira pelo Presidente da República, com Marcelo Rebelo de Sousa a apontar a necessidade de um "novo ciclo" e de serem assacadas responsabilidades pelas tragédias de Pedrógão Grande e do último fim-de-semana.

"Tive apenas umas horas para dar uma resposta", admite acrescentando não ter tido sequer tempo para pensar em que serão os seus secretários de Estado. Por isso, admite ao ECO, ainda nem teve tempo para pensar ou escolher os seus secretários de Estado. O ministro-Adjunto tem na sua dependência duas secretarias de Estado, Autarquias Locais e Cidadania e Igualdade.

 

Apesar de ser relativamente desconhecido para a opinião pública, Siza Vieira já desempenhou cargos públicos. Ainda recentemente foi chamado por Urbano de Sousa para dar um parecer jurídico sobre o contrato com o SIRESP na sequência de Pedrógão.

 

Integrou também a Estrutura de Missão para a Capitalização das Empresas e terá também estado envolvido, segundo noticiou o Expresso, no estudo de medidas sobre o crédito malparado da banca.

 

Por outro lado, o do privado, Siza Vieira representou Humberto Pedrosa no processo de privatização da TAP.




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mais votado gatogato Há 4 semanas

No artigo lê-se que: Depois de "30 anos a servir os meus clientes, agora vou servir o meu país", disse o novo ministro.
Calma! Não é assim. Um advogado, como qualquer profissional, e como é natural que assim seja, ganha dinheiro à custa dos clientes. O que significa que ele agora vai ganhar dinheiro à custa do país.

comentários mais recentes
mador Há 4 semanas

Ai tereza, não queres vir tomar um cafézinho ali à esquina? Fazes-me cá uns calores com essas tuas sagazes e sentenciosas opiniões... Muito mais esperta que um rebo!

O que a falta de ética faz das pessoas ... Há 4 semanas

Quem anda a tentar, por todos os meios, enfraquecer a chamada e benvinda "geringonça" é o "POVO LIVRE 2", perdão, o NEGÓCIOS, dirigido pelo serventuário da Direita RAÚL VAZ, o tal do O ' VIAMENTE.
Quem te viu e quem tevê, NEGÓCIOS ...
Com PEDRO GUERREIRO, o NEGÓCIOS era sinónimo de jornal credível

Comigo já não tomava posse..... Há 4 semanas

presunçoso e demagogo

tereza Há 4 semanas

Um governo de inúteis que só faz politica e empurra os problemas para a frente. Aumenta impostos mais que salários, pois a mudança de escalões lavará o aumento de salário. O IRS continua mais alto que em 2011. Um governo de faz de conta, fantasista.

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