Saúde SNS com o melhor saldo orçamental de sempre no final de 2016

SNS com o melhor saldo orçamental de sempre no final de 2016

O ministro da Saúde afirmou esta quinta-feira que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) acabou 2016 com "o melhor saldo orçamental de sempre", não revelando o valor, o qual será publicado pela Direção-geral do Orçamento na próxima semana.
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Lusa 19 de janeiro de 2017 às 16:41
Adalberto Campos Fernandes falava na Assembleia da República, onde esta quinta-feira, 19 de Janeiro, se discute em plenário a política de saúde.

Para o ministro, existem "boas notícias" na saúde, nomeadamente a execução orçamental que irá ter "o melhor saldo" de sempre.

"Não nos enganámos 12 vezes entre o orçamento e a revisão", tendo em conta o arrastamento da dívida herdada pela anterior equipa, dirigida por Paulo Macedo, disse Adalberto Campos Fernandes, numa alusão às contas que o seu antecessor deixou.

Apesar desta referência, o ministro anunciou: "Não me ouvirão mais queixar de heranças do passado em relação a nada".

O debate, com um modelo inovador em que o ministro responde em seguida a cada questão colocada pelos deputados, foi marcado pelas Parcerias Público Privadas (PPP), com o deputado Miguel Santos (PSD) a questionar o governante sobre o futuro das parcerias em curso.

O ministro reiterou, por várias vezes, que aguarda o concurso aberto com o objetivo de averiguar se a gestão dos hospitais por um privado, mas com um caderno de encargos diferente, pode ser mais vantajoso para o Estado.

A este propósito, lembrou o "desacordo pontual" que mantém com o Bloco de Esquerda nesta matéria, ressalvando que os bloquistas sempre foram "coerentes" em relação às PPP.

"O essencial é isto: vale ou não a pena perguntar se, com um caderno de encargos diferenciado, que responda à exigências que o BE tem levantado, não será mais benéfico uma gestão com um operador privado do que no público", disse Adalberto Campos Fernandes.

O ministro sublinhou, a propósito, que "no último ano as transferências para o sector privado dos dinheiros públicos foi a mais baixa dos últimos cinco anos".

No debate, o ministro anunciou que, em 2017, "vai voltar o trabalho extraordinário dos profissionais da urgência", cujo final "tanto contribuiu para o afastamento de profissionais" e o crescimento do recurso a empresas. Campos Fernandes referia-se ao regresso do pagamento das horas extraordinárias aos médicos, cortadas durante a intervenção da "troika", corte que motivava o recurso a empresas prestadoras de serviço médico.

Ainda sobre as contas da Saúde, Adalberto Campos Fernandes apontou para uma despesa de 171 milhões de euros, a qual resultou da reposição do valor dos salários (111 milhões de euros) e 19 milhões de euros para a reposição das 35 horas de trabalho semanal.

Outra "boa notícia" levada pelo ministro ao debate foi o anúncio de que, em 2016, os médicos que solicitaram fim do exercício em Portugal, com vista à sua emigração, baixou para metade.

Ao nível dos investimentos, o ministro recordou a aposta do Executivo nas infraestruturas, com um valor de 40 milhões de euros que serão investidos em hospitais da zona de Lisboa e no Hospital Garcia de Orta, em Almada.



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comentários mais recentes
joao 20.01.2017

espumem espumem. Mas tenham calma que a Geringonça governa sem ladrar todos os dias como antes uns faziam. Ministro ponderado, sério, que conhece o sector como poucos e que sabe falar. Continue assim e deixe aqueles que queriam privatizar tudo a ladrar à vontade

por el culo xuxinhas 19.01.2017

claro que sim, largarem o pais na bancarrota nas maos do passos para depois de quatro anos a arrumar a casa agora arrotam que são os maiores

Anónimo 19.01.2017

Olha se detailhas la isso para nao passares por mentiroso como aconteceu ao d.branca pela boca da lider do cds A. Cristas.Nada mais inteligente provando.Estamos fartos de saber q a pulga mata-se como quisermos.Parece-me que o gato Escondido nem precisa de ter rabo,a sombra dele nao nos deixa enganar

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