Economia Sondagem: Maioria dos portugueses diz que OE 2018 dará mais dinheiro às famílias

Sondagem: Maioria dos portugueses diz que OE 2018 dará mais dinheiro às famílias

A sondagem da Aximage, realizada entre 4 e 6 de Novembro, mostra que as opiniões dos portugueses sobre este tema dividem-se por linhas partidárias.
Nuno Aguiar 16 de novembro de 2017 às 07:00

Mais de metade dos portugueses consideram que o Orçamento do Estado para 2018 deixará as famílias com a carteira mais cheia. Pelo menos é esse o resultado da mais recente sondagem da Aximage para o Negócios. Cerca de 51% dos inquiridos acham que terão mais dinheiro no próximo ano graças às medidas orçamentadas.

O resultado não é particularmente surpreendente, tendo em conta que o OE 2018 propõe um desagravamento de IRS para 1,6 milhões de famílias, aumentos de pensões e descongelamento de carreiras dos funcionários públicos. Ainda assim, o documento traz também subidas de impostos indirectos. Talvez seja a pensar neles que  cerca de 38% dos entrevistados prevê que as famílias terão menos dinheiro. 10% não tem opinião ou não respondeu.

O que a sondagem deixa claro é que as respostas são altamente dependentes da preferência política dos 600 inquiridos. Numa divisão pela intenção de voto nas legislativas de 2015, observa-se que a grande maioria daqueles que pretendiam votar nos partidos que apoiam o actual Governo acha que as famílias terão mais dinheiro: 66%, 69% e 71% para PCP, BE e PS, respectivamente. Por outro lado, entre os eleitores do PSD e CDS, essas percentagens são apenas 32% e 28%. Entre aqueles que se abstiveram, há um equilíbrio: 45% acha que as famílias terão mais dinheiro. 43% acha que não.

A mesma sondagem – feita entre 4 e 6 de Novembro – pergunta se a economia portuguesa estará melhor dentro de um ano. A maior parte das opiniões repartem-se entre "igual" (41%) e "melhor" (40%), com perto de 15% a dizer que estará pior.

Porém, apesar de ser uma minoria, essa percentagem é um pouco maior do que em Julho (quase 13%). A percentagem daqueles que acham que estará melhor aumentou também ligeiramente (39% para 40%).