Eleições Sondagem: Passos Coelho deve demitir-se se perder câmaras nas autárquicas

Sondagem: Passos Coelho deve demitir-se se perder câmaras nas autárquicas

Passos Coelho deve demitir-se se tiver um mau resultado autárquico. Já António Costa não deverá sofrer contestação dentro do PS mesmo com perda de câmaras, de acordo com uma sondagem feita pela Aximage para o Correio de Manhã e Negócios.
Sondagem: Passos Coelho deve demitir-se se perder câmaras nas autárquicas
Miguel Baltazar/Negócios
Alexandra Machado 01 de outubro de 2017 às 20:00
Se o PSD ficar, nas eleições que decorrem este domingo, com menos câmaras que há quatro anos, Pedro Passos Coelho deve demitir-se da liderança social-democrata. É esse o destino que 62,3% dos inquiridos na sondagem da Aximage para Correio da Manhã e Negócios dizem que Passos Coelho deve ter.

A percentagem cai para 45% entre os votantes do PSD. Neste caso, a maior parte (50,9%) diz que Passos Coelho se deve manter como presidente do PSD. A continuação é, no entanto, a consequência sugerida por 29,6% do total dos inquiridos. 

8,1% não expressou opinião quando questionado sobre as consequências das eleições autárquicas para Pedro Passos Coelho. A pergunta lembrava que em 2013 o PSD teve o pior resultado em autárquicas, tendo conquistado 106 câmaras, algumas em coligação. A Aximage questionava, então, o que Passos Coelho deve, agora, fazer se o PSD tiver menos câmaras municipais do que as conquistadas em 2013.

Neste barómetro político de Setembro, também se questionou sobre as consequências das autárquicas para António Costa. A maioria, quer do total dos inquiridos quer dos inquiridos votantes do PS, diz que Costa não vai ser contestado, mesmo que o resultado seja pior do que em 2013, ano em que teve o melhor resultado de sempre ao conquistar 150 câmaras.

Se entre os votantes do PS, 77,2% dizem que Costa não será contestado, já no total dos inquiridos essa percentagem desce para 67,6%.

São 20% os votantes do PS que, pelo contrário, acreditam que Costa terá contestação dentro do partido se o resultado for pior do que em 2013. Entre todos os votantes foram 27% dos inquiridos que disseram que podem haver essa contestação. 

A sondagem foi feita antes das eleições autárquicas. 




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