União Europeia Sondagens continuam a pôr May a perder terreno nas eleições

Sondagens continuam a pôr May a perder terreno nas eleições

Em duas semanas, a vantagem da candidata conservadora encurtou de 15% para 5%, referem as projecções da Ipsos MORI conhecidas esta sexta-feira.
Sondagens continuam a pôr May a perder terreno nas eleições
Paulo Zacarias Gomes 02 de junho de 2017 às 13:17

A primeira-ministra britânica e candidata conservadora às eleições no Reino Unido voltou a perder vantagem nas sondagens face ao seu principal candidato, o trabalhista Jeremy Corbyn.

De acordo com a projecção da Ipsos MORI, conhecida esta sexta-feira, 2 de Junho, a distância entre os dois candidatos encurtou-se para cinco pontos, contra os 15 pontos de há apenas duas semanas.

A sondagem, publicada no London Evening Standard, dá uma intenção de voto de 45% aos conservadores (contra 49% na última sondagem similar), em relação os 40% dos trabalhistas, que cresceram 6% desde 18 de Maio.

Esta sexta-feira, uma outra sondagem – que é actualizada todos os dias pelo YouGov – dá uma vantagem ainda mais curta aos conservadores, de quatro pontos. Neste caso, aponta-se para que os conservadores conquistem 313 assentos na câmara dos comuns, face a 257 parlamentares trabalhistas.

Este cenário coloca os conservadores sem maioria, que é conquistada com pelo menos 326 lugares. O SNP, partido nacional escocês, seria a terceira força mais votada, com 48 deputados.

As eleições realizam-se a 8 de Junho, dentro de menos de uma semana. Se não conseguir assegurar uma maioria reforçada na câmara baixa do parlamento britânico, a posição de May sairá fragilizada numa altura em que estão prestes a iniciar-se as conversações entre Londres e Bruxelas para os procedimentos do Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia, aprovada há quase um ano pelos eleitores em referendo.

A bolsa britânica, que esta manhã renovou máximos históricos - nos 7.598,99 pontos-, atenuou entretando as valorizações e ganha agora 0,29%. Já a libra, que durante a manhã ainda valorizou 0,11%, recua agora 0,22% para 1,2854 dólares, reflectindo os receios com a instabilidade política que pode sair de uma eleição em que May não reforce a sua base eleitoral.


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